quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

CIVILIZAÇÃO AQUEMÉNIDA - PÉRSA


AQUEMÉNIDA

     Aqueménida é chamada a dinastia fundada pelo rei Aqueménes da Pérsia. No século VII antes de Cristo, na área onde hoje fica o Irão, houve um grande reino, o reino da Média. O rei Aqueménes era um governante menor que prestava tributo ao rei Média.

ELES CHEGARAM

     A região em questão é o planalto do Irão, entre o mar Cáspio e o golfo Pérsico. Por esta região já haviam passado diversos povos - os gutis, os cassitas, os elamitas e outros. No inicio do primeiro milénio antes de Cristo, diversas tribos indo-arianas vindasda região da Ásia central (onde estão hoje o Uzbequistão, Tadjiquistão e parte do Casaquistão) e do Cáucaso, entram no planalto do Irão e entre elas estavam os medos e os persas.

     As tribos medas ocuparam o norte do planalto, Ecbatana (actual Hamadã a sudoeste de Teerão) e os persas ocuparam  o sul, mais precisamente Fars ou Pars, de onde deriva a palavra Pérsia (hoje é uma das províncias do Irão, capital Shiraz).

     Há um registo assírio de 844 antes de Cristo, que se refere aos persas como parsu e aos medas como madai, localizando ambos na área do Lago Urmia (que fica na cidade do mesmo nome e hoje é capital da província do Azerbaijão).

     O facto é que os medas tinham sido dominados durante anos, tanto pelos citas como pelos assírios e como acontece às vezes, um grande homem, um guerreiro, um comandante carismático surge para mudar a história.

     Entre os medas, esse homem foi Ciaxares, que reinou entre 625-585 antes de Cristo. Ele uniu o seu povo, formou um exército e aliou-se ao caldeu Nabopolassar. Desta forma destruíram  Nínive a capital da Assíria. Medos e babilónios então dividiram o território assírio.

OS PERSAS

     Como já foi dito, as tribos persas ocuparam o sul do planalto do Irão. Na cidade de Anshan (hoje Tepe Malyan), o filho do rei Aqueménes, chamado Teispes, fundou um reino para ele e seu povo, mas continuavam dependentes dos medos.

     Após teispes, governaram Ciro I e CambisesI.
Cambises I casou-se com uma neta do famoso Ciaxares (governantes medo) e o filho deles foi Ciro II chamado o grande. Mas esta é outra história.

     Nesse momento, o grande império assírio ainda estava dividido entre medos e babilónios . Quem governava os domínios medos era Astíages, seu território ocupava o planalto do Irão, parte da Anatólia e da Libia.

     Nesse momento, por volta de 550 antes de Cristo o governante dos persas era Ciro II, um chefe que se destaca e vai ser o responsável por grandes conquistas. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

CIVILIZAÇÃO MICÉNICA


     ARQUITETURA

     O traço principal da arquitetura micénica são as cidadelas cercadas por muralhas imensas (chamadas ciclópicas). Argos, Micenas, Tirinto e Pilos eram cidades que tinham palácios fortificados e edifícios funerários.
     Como forma de defesa, só havia um caminho a seguir para chegar aos portões das cidades. Um belo exemplo é a Porta dos Leões, o mais famoso acesso a Micenas.

     As tumbas também são típicos exemplos da arquitetura desse povo, chamadas tholoi, são edifícios escavados na rocha, em planta circular e teto em forma de cúpula.

     O mais famoso túmulo do género é o Tesouro de Atreu, nome dado por Schliemann em 1876-1877, e lá, foram encontrados copos, colares e máscaras mortuárias em ouro.

     Em outras tumbas também foram encontradas adagas, espadas, escudos e capacetes.

ARTES

     A civilização micénica sofreu grande influência de minóica em Creta, nos motivos naturalistas e no estilo dos palácios. Acredita-se que havia artistas cretenses entre os micénicos pelo estilo de arte nas cerâmicas e na pintura.

     Tipicamente micénicas, foram as cenas de guerra, as cenas heróicas ou as caçadas do rei e as mascaras mortuárias em âmbar e ouro.

RELIGIÃO

     Ao que parece, foram os micénicos que aboliram a figura da deusa-mãe como principal divindade de culto.
     Para os micénicos o deus  maior era Poseidon, que, curiosamente, eles adoravam como deus da terra. As divindades femininas eram respeitadas cada qual dentro da sua atribuição, como vamos ver mais tarde na Grécia, Atenas, Hera, etc.

     No final da época micénica, o deus principal passou a ser Zeus que era o protetor da dinastia real de Micenas.

DECLÍNIO

     É possivel que a expansão da civilização micénica tenha sido causada pela aridez da península grega, a dificuldade de lidar com a agricultura deve ter impulsionado esse povo a procurar novas paragens. Assim, chegando a Creta, eles tiveram oportunidade de crescer e difundir a sua cultura.

     A decadência micénica pode ter sido causada por povos invasores, talvez por causas naturais ou crises internas, na realidade, não se sabe ao certo.

     A tradição atribui o desaparecimento dos micénicos à chegada dos dórios. O que ocorre é que com a decadência da civilização micénica, acada o poder marítimo de Creta, a ilha divide-se em cidades-estado e torna-se uma parte sem importância no mundo grego. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

SOCIEDADE


     Havia um rei ou senhor e um militar no comando.
Aparentemente, havia logo abaixo do rei uma aristocracia militar, que era dona de vastas extensões de terras.

     A base da sociedade micénica eram os trabalhadores livres e os escravos. Nas tabuinhas não há menção aos comerciantes, portanto ainda não se sabe onde eles se encaixavam na pirâmide social. O que se sabe é que a sociedade micénica era essencialmente guerreira e seus palácios e cidades rodeados de altos muros.

ECONOMIA

     As sua riquezas principais eram o trigo, o azeite e o vinho. Havia indústria textil de linho e lã, a metalurgia do bronze (armas) e também a cerâmica. Sem dúvida a agricultura era básica. A economia era centralizada na figura do rei.

COMERCIANTES E GUERREIROS

     Através dos achados arqueológicos, sabemos que havia um comércio desenvolvido uma vez que as vasilhas micénicas foram encontradas na Ásia Menor, Síria, Egipto e na Itália e também na Península Ibérica.
     Os micénicos destacaram-se na navegação, aprendida primeiro em Creta com os minóicos, inclusive nas suas embarcações eram no início, muito parecidas.

     Com o tempo, o povo guerreiro adaptou os barcos de carga de modo que, com cascos mais longos e mais finos, serviam  perfeitamente como embarcações de combate. Construíram até mesmo quiquerremes, navios de guerra com cinquenta remos.
     Na metalurgia, o ferro começava a substituir o bronze em armas e ferramentas.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

MICENAS


     Micenas, a cidade de Agamenon que, de acordo com Homero, foi o mais importante dos reis gregos que lutaram contra Tróia, que foi encontrada por Heinrich Schliemann em 1876.

     A fé desse fabuloso explorador alemão, nas tradições de Esquilo e de Pausânias, que havia deixado uma descrição do lugar, fizeram com que escavasse num local onde ninguém  esperava encontrar nada.

     No entanto, ele encontrou esqueletos, jóias, armas, taças e vasos, um enorme tesouro que na verdade, pertencia de facto a Micenas, mas era muito anterior a Adamenon. Mesmo assim, ele acreditou que a máscara de ouro de algum príncipe micénico fosse  a cópia do rosto de Agamenon, e assim até hoje ela é conhecida.

     O facto é que estava descoberta Micenas e os estudiosos puderam trazer à luz do dia, toda a toda a história de uma civilização.

     O povo micénico esta documentado em Creta entre 1450 e 1400 anos antes de Cristo, Esse povo é originário da Grécia continental e já se relacionava comercialmente com os minóicos que viviam em Creta.

     Em aproximadamente 2000 anos antes de Cristo na Ilha de Creta havia aldeias de camponeses, em cada aldeia havia um chefe, que era respeitado por todos e que cobrava os impostos.

     Um povo indo-europeu, os Aqueus, vindos à Grécia Continental ajudou  no declìnio do poder dos reis além da catástrofe ocoprrida em 1750 anos antes de Cristo que impediu o crescimento de vários palácios.

     Aqueus e Cretenses entraram  em contacto e os aqueus aprenderam além da escrita agricultura e navegação. Esse período foi chamado  de Creto-Micínico por causa da criação das civilizações de Crta e Micénica.

LINEAR  B

     Foi nesta língua que os micénicos deixaram seus arquivos de tabuinhas. Encontrados em Pilos, esses arquivos foram decifrados pelo perito Michael Ventris, que durante a Segunda Guerra Mundial haviam trabalhado para a descodificação.

     Em 1952 ele decifrou o Linear B,  a língua dos micénicos que ficou provado que se tratava de uma forma inicial do grego.

     É possível que o povo micénico tenha adaptado a língua dos minóicos (linear A) para escrever o grego, sua língua original.

     Tememos então, que essas tabuinhas descobertas em Pilos e em Cnossos demonstraram ser registos de produtos distribuídos, listas de subordinados, inventário da matéria prima que saía do palácio para voltar como bens manufacturados. Também há registos de armas e até carros de guerra. 

  

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

DECLÍNIO


     Como vimos acima, o Egipto sofreu diversos períodos conturbados, viveu sob povos  invasores e mesmo assim conseguiu se reerguer algumas vezes.

     Mas, depois da invasão dos assírios  e dos persas, especialmente depois da segunda ocupação persa, já não havia restado quase nada do magnífico império egípcio.

     Infelizmente Alexandre Magno não viveu para governar o Egipto e a dinastia dos Ptolomeus nada tinha a ver com os gloriosos faraós egípcios.

     Dessa forma o país foi dominado definitivamente por Roma, deixando apenas a história para contar as suas glórias passadas.

CIVILIZAÇÃO MICÉNICA

     O Micénicos vieram do centro da Europa para a península grega. foi um longo caminho, atravessando  montanhas, para chegar a uma terra que nem era tão extensa e era pouco propícia para ser cultivada.

     Como uma grande área era ocupada por campos,  que quase não tinham pasto para a criação de gado, o que havia eram as oliveiras e as vinhas.

     De certo, para assegurar a sua sobrevivência e o seu futuro, o povo micénico voltou-se para o mar. Afinal a Grécia é uma terra que entre pelo mar e isso fez com que o mar fosse o caminho  natural a seguir.

     Assim, os micénicos conquistaram Creta e aos poucos tornaram-se poderosos e grandes  comerciantes, sendo que a cidade de Micenas, que dá nome à civilização que se tornou a mais poderosa cidade grega.

     Muito do que se sabe sobre a cultura micénica sobreviveu na Ilíada e na Odisseia, foi graças a Homero, Esquilo e Pausânias, que Micenas foi encontrada, assim como Tróia, com quem os micènicos mantinham intenso comércio.  

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

ARTES E CIÊNCIAS


          Vamos começar pela arquitetura, que salta aos olhos pela sua beleza e monumentalidade. Os egípcios foram construtores inigualáveis, basta olhar para a única maravilha do mundo antigo ainda de pé: as pirâmides de Giza. A grande esfinge, também é um monumento que inspira uma série de dúvidas e hipóteses.

     Os templos são um exemplo de  arquitetura magestosa voltada para o divino, Karmak o maior deles, Abu Simbel, Kom Ombo, o Templo de Luxor e outros.

     A escultura foi durante a civilização egípcia uma forma de glorificar os deuses e o faraó. Ramesés II foi responsável por estátuas imensas como os colossos de Memnon, suas estátuas na frente do templo de Abu Simbel, e a sua estátua no Ramesseum. Existe um legado deslumbrante em estátuas de deuses e faraós de diversos períodos, que demonstram o talento artístico do povo.

     Não se pode deixar de citar o túmulo da rainha faraó Hatshepsut, chamado de Djeser Djeseru ou o Esplendor dos Esplendores, é  considerado uma das obras mais importantes da arquitetura do antigo Egipto.

     A pintura foi muito explorada na decoração dos túmulos e templos. Os egípcios sabiam como usar as cores com gosto e trataram os factos do dia a dia com detalhes. Os túmulos são os locais onde as pinturas ficaram mais preservadas e podem ser apreciadas em toda a sua glória.

     Os egípcios foram mestres na fabricação de vasos e tigelas, tabuleiros para jogos, recepientes para maquilhagem, jóias finas e delicadas usando pedras coloridas, amuletos, pequenas figuras usadas para colocar nos túmulos chamados ushabtis.

     A literatura, por sorte, sobreviveu ao tempo de modo que temos  vários textos do Livro dos Mortos, algumas obras como hinos religiosos, romançes e concelhos. Havia o desenho  satírico e critica social, além de documentos com listas de impostos e oferendas.

     Na fase de Amarna ou no reinado de Akhenaton, a arte pictórica se mostra mais naturalista, completamente diferente do que havia sido feito até então. Dessa fase temos uma das mais belas e admiradas esculturas do mundo que é o busto de Nefertiti, esculpido pelo artesão Tuthmose (Museu de Berlim).

     Nas ciências é preciso citar a astronomia: criaram o calendário de 365 dias, sabiam o movimento de algumas estrelas. Construíram reservatórios de água e canais de irrigação para levar as águas do Nilo para locais distantes, fizeram diques e nilómetros para medir as cheias do rio.

     Na medicina os egípcios deixaram diversos tratados e estudos que comprovam o avanço dos tratamentos, havendo até mesmo especialistas em algumas áreas. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

FARAÓS E DINASTIAS


     Na realidade os egípcios não chamavam o seu rei de faraó. A palavra faraó é a pronúncia do hebreus para a palavra egípcia per-aa que significa Casa Grande.
  
     O título do Rei do Egipto era Nisu.

O rei, com poucas execuções na história era sempre do sexo masculino, mas herdava o título de sua esposa, portanto a legitimação ao trono vinha através da mulher, que podia até ser irmã do rei. Vamos datar a primeira dinastia de 3000-2650, antes de Cristo até o ultimo período mencionado que é o período greco-romano, vai de 332 antes de Cristo a 642 Depois de Cristo. Existem muitas discussões sobre as datas e os reis de cada dinastia mas vamos partir do princípio de que durante esse tempo, decorreram todos os períodos mencionados acima, sendo que algumas dinastias foram interrompidas por disputas internas ou invasões estrangeiras.

RELIGIÃO E TÚMULOS

     Parte determinante da cultura egípcia, graças aos hábitos e crenças religiosas temos hoje informações precisas sobre a vida no antigo Egípto. Os túmulos dos mortos  contam  a história da vida.

     Desde o início da ocupação do vale do Nilo, o povo já acreditava em deuses, que eram forças da natureza, assim  como o próprio rio. Com o desenvolvimento da civilização, esses deuses foram tomando forma e se criou toda uma metodologia em tornos deles.

     Assim, para reverenciá-los  foram construídos templos e toda uma casta de sacerdotes era tratada de forma especial. Os  sacerdotes tornaram-se tão poderosos que interferiam nos assuntos do Estado e possuíam grande riqueza, muitas das terras e sem dúvida o respeito do povo, pois lidavam  com o que era divino.

     Devido a crença numa vida após a morte, era preciso  preparar uma sepultura com todo o conforto para o morto poder desfrutar da vida noutro plano. Era primordial conservar o corpo físico em perfeito estado e era preciso também receber as bênçãos dos sacerdotes foi esse o grande motivo para fazer a mumificação, e eles foram  tão preciosos nessa  técnica que há muitos corpos bem conservados até hoje.

     Os faraós foram sepultados com grandes tesouros, que possivelmente foram todos roubados pouco depois  do sepultamento.

     As famosas pirâmides são conhecidas como túmulos embora isto não seja provado.