quinta-feira, 7 de maio de 2015

CIVILIZAÇÃO SUMÉRIA


A DESCOBERTA

     No início do século XX, mesmo os grandes estudiosos da região que pesquisavam sa tabuinhas assírias e babilónicas, não conheciam o povo Sumério. Com a publicação, em 1905, da obra do grande assiriólogo francês François Thureau-Dangin, não restou dúvida alguma de que houve de facto uma brilhante civilização no local, que era desconhecida até então, e tomou o nome de Suméria.

     Essa descoberta veio confirmar a influência dessa civilização nos povos que tiveram contacto com eles, nas áreas da escrita, religiões, artes, cultura, ciências, comércio, agricultura, arquitetura, leis e esses povos copiaram o que os Sumérios tinham de melhor, pois foi a mais brilhante civilização da antiguidade.

ORIGENS

     Acredita-se que antes dos Sumérios chegarem, a baixa Mesopotâmia foi ocupada pelos UBAIDAS, um povo que não pertencia ao grupo semita. Para quem tem interesse em pesquisar, esse povo ubaidiano foi muito importante e com certeza foi resposável pelo alicerce da civilização Suméria. O povo conhecido como sumério, veio provavelmente da Anatólia, mas também pode ter vindo da Pérsia e chegou à Mesopotâmia por volta de 3300 antes de Cristo.  Deveriam ser nómades vagando pelo planalto do Irã e pelos Montes Zagros. Fatos mais recentes como utensílios encontrados apontam para a existência deles na área por volta de 20 000 Antes de Cristo.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

     A área da Mesopotâmia, sendo cercada por cadeias montanhosas ao norte e a oeste, pelo Golfo Pérsico ao sudoeste e pelo deserto da Síria ao sul e a leste, se tornava um local protegido contra a invasão de outros povos. Os rios Tigre e Eufrates tornavam a terra fértil sem depender de chuvas.

     Distribuída em territórios a região de Sumer possuía diversas cidades-estado. As distâncias entre as cidades eram pequenas, separadas por faixas de terras cultivadas. Vamos dizer que a Suméria não era maior do que a Bélgica atual.

 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

JARDINS SUSPENSOS E TORRE BABILÓNICA


CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMIA


LEGADO CULTURAL DA MESOPOTÂMIA

     Divisão do ano de 12 meses e a semana de 7 dias; A divisão do dia em 24 horas; A crença nos horoscopos e os doze signos do zodiaco; O habito de fazer plantio de acordo com as fases da Lua; O circulo de 360 graus; O processo aritmético da multiplicação; O cálculo das qutro operações aritméticas; A extração de raiz quadrada; A algebra; O sistema de numeração sexagesimal, que dividiu e circunferência em 360º e à hora e 60 minutos; A distinção entre planetas e estrelas; A arte de prever eclipses; O primeiro conjunto de leis escritas, o Código de Hamurabi, feito pelos babilónios no século XVIII antes de Cristo.

     No campo literário, o destaque fica para duas obras sumerianas: O mito da criação, que resgata a origem do mundo através do mito de Marduk e a Epopeia de Gilgamesh, que conta a lenda do Dilúvio. Destaca-se também, como grande marco da história do Direito, o  Código de Hamurabi. A descoberta suméria da escrita foi enriquecida com a produção de textos religiosos, históricos e lendas.

     A escrita cuneiforme, criada pelos sumérios, foi utilizada pelos  vários povos mesopotâmicos e adotada por outros povos da Ásia Ocidental. Foi decifrada pelos estudiosos Grotefend e Rawlinson.

     Em linhas gerais, podemos dizer que a forma de produção dominante na Mesopotâmia foi a Asiática, não existindo, portanto a propriedade privada da terra. Os individuos só usufrúiam da terra enquanto membros da comunidade. O rei encarnação do Estado, era o proprietário nominal de todas as terras, o qual dirigia a construção de canais de irrigação que propiciavam as condições para o desenvolvimento da agricultura.

     No plano sociopolitico, esta forma de produção caracterizou-se pelos impérios teocráticos de regadio, organização estatal  altamente centralizada. O poder estatal unificou em suas mãos os poderes político, militar, religioso e económico. A rigida centralização do poder era necessária para o desenvolvimento da agricultura de regadio, através da organização do trabalho nas grandes obras públicas.

     A civilização Mesopotâmica exerceu grande influencia sobre os povos vizinhos, como os persas, que adotaram a escrita cuneiforme e os hebreus, que aproveitaram algumas das suas tradições religiosas, como o mito do dilúvio.

ANTIGOS JARDINS SUSPENSOS NA BABILÓNIA


terça-feira, 5 de maio de 2015

CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMIA


ASPECTOS CULTURAIS

     A cultura na Mesopotâmia era muito rica em razão dos diversos povos que habitavam a região. Mas quase toda a cultura mesopotâmica descendia dos sumérios, incluindo a religião, politeista e antropomórfica,. Sendo politeistas, acreditavam  em vários deuses que representavam, como no Egipto, fenómenos da natureza. Os deuses mesopotâmicos eram  ao mesmo tempo entidades do bem e do mal. Cada cidade tinha seu deus protetor. Entre as principais divindades estavam Marduk, o deus da cidade  da Babilónia e do comércio, Shamash, o sol e a justiça; Anu, o céu; Enlil, o ar, Ea, a água; Ishtar, a deusa do amor e da guerra e Tamus, a vegetação.

     Os sumérios explicavam a origem do mundo através do mito de Marduk e da lenda do Dilúvio, muito semelhante à história biblica da Arca de Noé. Segundo as suas crenças, o deus Marduk criara o céu e a terra, os astros e o homem. Contudo, um dilúvio ameaçara a existência  humana na terra e Marduk ajudou Gilgmesh a sobreviver, advertindo-o do perigo e aconselhando-o a construir uma arca na qual deveria colocar vários animais  e os membros de sua familia. No governo de Hamurabi, o deus Marduk da Babilónia foi adorado por todo o império.

     Os povos mesopotâmicos viam a religião como meio de obter recompensas terrenas, imediatas não acreditando na vida após a morte. Os rituais religiosos, comandados pelos sacerdotes, faziam do templo (zigurate) o centro de toda a religiosidade. Esses templos, às vezes, abrigavam também o celeiro e as oficinas. Neles se conheciam o estoques e se definia o critério de distribuição dos excedentes agriculas tomados aos camponeses.

     Na arquitetura mesopotâmica destacava-se a construção de templos e palácios, como os zinguartes. Pintavam e esculpiam sobre temas religiosos, desportivos e militares. Inventados pelos sumérios, os ziguartes tornaram-se sua marca arquitetónica registrada: eram imensos templos com várias torres retangulares, igualando-se em grandiosidade aos palácios construídos pelos assírios  e caldeus. Mas o uso de arcos também deixou a sua marca na arquitetura desse povo. Como artistas, os sumérios destacaram-se nos trabalhos em metal, na lapidação de pedras preciosas e na escultura.

     Foi, porém, no campo cientifico que os mesopotâmicos alcançaram maior destaque. Através da observação do céu, visando decifrar a vontade dos deuses, os sacerdotes acumularam informações a partir das quais foi elaborado, pouco a pouco, um conhecimento exato dos fenómenos celestes. 

CIDADE DE UR NA BABILÓNIA


CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMIA


ECONOMIA, SOCIEDADE E POLÍTICA

     A principal atividade económica na mesopotâmia era a agricultura, tal como a do egipto, inseria-se no modo de produção asiático. Sendo a atividade agrícula a principal fonte de subsistência na Mesopotâmia, o poder público controlava de perto a construção de mão de obra das populações camponesas, submetidas ao pagamento de impostos ao rei

     A produção agricula era variada, incluindo cevada,  trigo, lentilha, linho, tâmaras e outros produtos. Nos campos criavam-se cabras, carniros r ovelhas para obter carne, leite e lã. Os  bois para puxar os arados e para outros serviços. Com o couro bovino faziam  correias e sapatos, e com o leite de vaca fabricavam coalhadas e queijos finos. Mais tarde,  começaram  a domesticar cavalos para montaria e para a guerra.

     Nas cidades, desenvolveram importante atividade artesanal; tecelagem, cerâmica fabricação de armas, joias, objetos de metal etc. A exelente localização da Mesopotâmia favoreceu o desenvolvimento do comercio. Comerciantes deslocava-se para outras regiões levando produtos fabricados pelos babilónios. Em consequencia, a Babilónia transformou-se num dos mais importantes entrepostos comerciais da antiguidade.  Até o século VI antes de Cristo a cevada e os metais eram utilizados como padrão de valor nas trocas comerciais.

     A sociedade na Mesopotâmia, de forma geral dividia-se e dois grupos principais: classe dominante (governantes, sacerdotes, militares e comerciantes) e classe dominada (camponeses, pequenos artesãos e dois tipos de escravos: de guerra  e por dívida), principalmente às dividas. Com o tempo, o costume de transformar os prisioneiros guerra  e escravos fez aumentar o número de cativos na região. A classe dominante controlava a riqueza económica, as forças politica e militar e o saber.

     A Mesopotâmia foi governada por monarquias teocráticas em que o poder estava concentrado nas mãos do soberano. O rei considerado um representante dos deuses na Terra, capaz de traduzir a vontade divina, detinha os poderes religiosos, militares e políticos.