domingo, 11 de junho de 2017

HISTÓRIA LINGUÍSTICA


     As línguas que foram faladas na Europa durante o período pré-histórico é controversa. A maioria dos estudiosos acreditam que uma ou mais línguas não indo-europeias foram proferidas, antes da introdução do Proto-Indo-Europeu, quer no período Neolitico ou Bronze. Uma hipótese substrato Vasconico para a Europa Ocidental, com influência de uma língua Semítidica, tem sido postulada, mas regeitaram. Kalevi Wiik sugeriu que fino-úgricas linguas podem ter sido faladas em todo o território do norte da Europa no final do último máximo  glaciar. Esta hipótese foi regeitada pela linguística tradicional.
     Uma minoria de estudiosos Têm dlgumasefendido uma maior profundidade de tempo do proto-indo-europeu na Europa. Um grupo de estudiosos liderado por Mario Alinei considera que o indo-europeu foi falado na Europa desde o último Máximo glacial, na teoria da continuidade paleolítica. Jonathan Adams e Marcel  Otte tem um ponto de vista ligeiramente diferentes, sugerindo que a expansão indo-europeia, imediatamente  após o Dryas recente.
     O Proto-Indo-Europeu acredita-se que teve origem na maioria das línguas praticadas na Europa, no período histórico. No entanto, sabe-se que um número de línguas não indo-europeias foram faladas na parte proto-histórico da Europa pré-histórica. No norte da Europa há um grupo separado de línguas  urálicas que foram consideradas a ser faladas na região desde os tempos pré-históricos.
     Donald Ringe rejeita todas estas propostas especificas acima mencionadas pela razão dos resultados geograficos da línguagem em áreas  (tribais), sociedades pré-estatais, como a América do Norte antes da colonização europeia, o que torna uma Europa neolitica dominada por apenas algumas pocas familias de línguas extremamente implausiveis, até mesmo impossível. Ele argumentaque, antes da propagação das familías indo-europeias e Urálicas, a  Europa deve ter sido um lugar de grande deversidade linguística.
dcb.

domingo, 4 de junho de 2017

IDADE DO FERRO


     A Idade do Ferro, refere-se aos período de 700 anos antes de Cristo e 218 anos antes de Cristo, quando se iníciou a industria metalurgica do Ferro, metal com vantagens face ao bronze, dada a maior dureza e abundância de jazidas. Caratcteriza-se pela utilização do ferro como metal,  a utilização foi importada do oriente através da imigração de tribos indo-europeias (celtas), que a partir do ano 1200 antes de Cristo começaram a chegar à Europa Ocidental, e, o seu período alcança até á época Romana. 
     A  idade do ferro na Península Ibérica tem dois focos: a influencia da cultura de Halistatt do nordeste e a colonização Feníncia do Sul. A expansão dos povos indo-europeus (celtas).
     Desde os finais do século VIII antes de Cristo, a cultura dos Campos de Urnas do nordeste da Península começa a incorporar a metalugia do ferro e, por fim, elementos da cultura de Halistatt. Neste período verifica-se uma clara expansão orientada para montante do rio Ebro, chegando à Rioja e a Alava, com algumas ramificações nos montes do sistema ibérico, que podem ter sido o prelúdio da formação dos Celtibéros.
     Neste período há uma visível diferênciação social com testemunhos da existência de chefias e uma elite de cavaleiros. Destas estações no Ebro e do Sistema Ibérico, a cultura Celta expandiu-se ma Meseta Central e na costa  Atlântica, em vários agrupamentos.
- O agrupamento de Bernorio-Miraveche (a norte das regiões de Burgos e Palencia, que influenciaria os povos do extremo norte.
- O grupo do Douro, provável precursor dos Vaccei.
- A cultura dos Cogotas II, provável percursor dos Vetões, dedicada à pastorícia e que gradualmente se expandiria para sul, até à Estremadura.
- A cultura castreja lusitana, no centro de Portugal, precursora dos Lusitanos.
- A cultura castreja do norte de Portugal e da Galiza, relacionada com a anterior, mas com um caracter próprio bem vincado devido à forte persistência do bronze atlântico.
     Todos este grupos indo-europeu tem elementos em comum, como a cerâmica e o armamento. A partir  de cerca do ano 600 antes de Cristo a cultura do campo das urnas é substituida pela cultura Ibera, num processo que só terminaria no século IV antes de Cristo. A separação física dos Celtas Ibéricos dos seus semelhantes continentais faria com que os Celtas da Península Ibérica nunca recebessem  a influência da Cultura de La Téne.

INFLUÊNCIA  FENÍCIA 
Os fenícios, gregos e cartagineses, todos colonizaram partes da Península Ibérica, estabelecendo postos comerciais. No século X antes de Cristo estabeleceram-se  os primeiros contactos fenícios na Ibéria, ao longo da costa medeterrânica, com a emergência dee diversas cidades e povoados no litural sul.
     Os fenícios fundaram a colónia de Gadir (actual Cádis), proximo de Tartessos, o que fez desta a mais antiga cidade com uma ocupação contínua da Europa ocidental, tradicionalmente datada de 1104 anos antes de Cristo. Ao longo de séculos os fenícios fizeram da cidade o posto comercial, deixando uma vasta herança de artefactos, como notáveis sacófagos. ao contrário do que por vezes se afirma , não há registo de colónias fenícias a oeste do Algarve (nomeadamente em Tavira), embora possam ter havido viagens de exploração fenícia, e a influência que estes tiveram no território do actual Portugal foi feita a partir de trocas comerciais e culturais com Tartessos.
     No século IX antes de Cristo os fenícios da cidade-estado de Tiro (Libano) fundaram  Cartago. Neste século os fenícios teriam uma grande influência na Península com a introduçãoda metalurgia e o uso do ferro, da roda de oleiro, a produção de azeite e vinho. Foram também responsáveis pelas primeiras formas de escrita Ibéricas, influênciram a religião e aceleraram o desenvolvimento urbano.      Há contudo falta de provas da fundação fenícia de Lisboa em 1300 antes de Cristo. sob o nome  de Alis Ubo (Porto Seguro), embora neste período datem assentamentos em Olissipona com claras influências mediterrânicas.
     Houve uma forte influência e presença fenícia  na cidade de Balsa (atual Tavira) no século VIII antes de Cristo, que seria violentamente destruida no século VI. Com o declinar da colonização fenícia na costa medeterrânica muitas das colónia foram abandonadas, sendo substituídos pelo domínio da poderosa Cartago.
dcb  
     

sexta-feira, 2 de junho de 2017

IDADE DO BRONZE


     A idade do Bronze, aconteceu entre 1800 anos antes de Cristo e 700 anos antes de Cristo, foi o período no qual ocorreu o desenvolvimento desta liga metálica, resultante da mistura de cobre com estanho, permitindo o fabrico de ferramentas capazes de substituir os artefactos em Pedra. A data da adopção do bronse variava segundo as diferentes culturas.
     O centro tecnológico da idade do Bronze na Penísula Ibérica foi no sudoeste  a partir do ano 1800 antes de Cristo. Aí nas regiões de Almeria, Granada e Múrcia, a Cultura  de Los Lillares, foi substituida pela de El Argar, com o aparecimento gradual de ferramentas de bronze e de povoados fortificados de grande dimensão. Afirma-se o poder político acima dos clãs e famílias primordiais, e muda bruscamente a organização social, nascendo uma vida urbana mais proxima da actual.
     Deste centro a tecnologia do bronze estendeu-se a outras regiões, contribuindo o substrato onde viria a desenvolver-se a cultura Ibérica e mais tarde os Tertessos. A rede de relações e comunicações criada por estes povos entre si viria a permanecer quase intacta até à chegadas dos romanos à Península. Além de El Argar, algumas das mais notáveis culturas do bronze inícial da península são:
- O Bronze de Levante, na região de Valênça, com povoados menores mas uma intensa interação com os vizinhos de El Argar.
- O Bronze ibérico do Sudoeste, no sul de Portugal e na Estremadura espanhola, assinalado pela presença de adagas de Bronze, expandindo-se para norte, que veio a substituir a cultura megalitica existente na mesma região durante o calcolitico caracteriza-se pelos túmulos individuais em cistas acompanhados por uma adaga de bronze.
- As culturas de pastoreio de Cogotas! são unificadas pela primeira vez,  como testemunha a cerâmica troncocónica caracteristica. Algumas áreas , como a civilização de Vila Nova mantiveram-se isoladas da expansão da tecnologia de bronze, permanecendo tecnicamente no Calcolitico por séculos.
     No bronze intermédio, o norte de Portugal e a Galiza, regiões possuidoras das maiores reservas de estanho da Europa, indispensável  á fabricação de bronze, tornaram-se um centro mineiro aderindo então á tecnologia do bronze, como o testemunham os seus machados em bronze característicos do Grupo Montelavar.
     No bronze final, cerca  de 1300 anos antes de Cristo deram-se várias  e grandes modanças na Penísula. A cultura calcolitica de Via Nova desaparece, possivelmente devido ao açoreamento do canal que ligava a cidade de Zambujal ao mar. A cultura unificada de El Argar também desaparece, restando diversas cidades fortificadas dispersas.
     Os primeiros  celtas, da Cultura doas Campos de Urnas surgem  a partir de noroeste , conquistando toda a Catalunha e algumas áreas vizinhas. O vale de Guadalquibir assiste ao nascimento da sua primeira cultura diferenciada que poderá estar relacionada com os miticos Tartessos.
     As culturas do bronze do ocidente da penísula mostram alguma interação, não só entre si, mas também com culturas atlânticas distantes, no que foi chamada a idade do bronze atlântica. Este complexo cultural, compreendido no período entre 1300 antes de Cristo e 700 antes de Cristo, aproximadamente, incluía diferentes culturas ibéricas das Ilhas Britânicas e do Atlântico Francês.
     Foi marcada em especial pelas trocas culturais e económicas das culturas locais sobreviventes que acabaram por ser absorvidas pelos Indo-Europeus da idade do Ferro, marioritáriamente Celtas. Os seus principais centros aparentam  ser Portugal , Andaluzia, Tartessos, Galiza e Grã Bertanha. Os seus contactos comerciaisestendiam-se até a locais como a Dinamarca e o Mediterrâneo.
dcb 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

CALCOLÍTICO, IDADE DO COBRE


O Calcolítico ou idade do Cobre entre 3000 anos antes de Cristo e 1900 anos antes de Cristo, marca o início da metalurgia. Esta fase caracteriza-se pelo aumento da complexidade e extratificação sociais, bem como, no caso ibérico, pelo aparecimento das primeiras civilizações e de extensas redes de troca e comércio que vão do Norte de África até ao Mar Báltico, como relevo para as Ilhas Britânicas.
No sodeste Ibérico afloram os chapeus de ferro, formações geológicas ricas em cobre, ouro e prata, facilmente exploráveis por uma tecnologia metalúrgica primitiva. Estes metais começaram estão a ser minerados e trabalhados, embora fossem demasiado macios para substituir a maioriadas ferramentas de pedra.
     A data convencional para o início do Calcolitico Ibérico é o Terceiro milénio antes de Cristo. Nos séculos que se seguiram, particularmente no sul da Penísula, bens metálicos, geralmente com fins decorativos e rituais, tornaram-se cada vez mais comuns.

     Este é igulmente o período de grande expansão do Megalitismo, com as práticas funerárias associadas, que se expande ao longo das regiões Atlânticas e pelo sul da Península e também pelo resto da europa atlântica. Em contraste, a maioria das regiões do interior penínsular e do medeterrâneo permaneceram refractárias a este fenómeno.
     Outro fenómeno do início da idade do Cobre é o desenvolvimento de monumentos  funerários do tipo tolo e cavernas artificíais, que se encontram no sul ibérico, desde o estuário do Tejo até Almeria no sul de Espanha e oa sudoeste Francês. Todos estes fenómenos se inscrevem na que foi a grande linha de demarcação cultural e démica (em menor grau) ibérica em geral e portuguesa em particular mais medeterrânica a sul e leste, mais europeia continental a norte e oeste.

     Por volte de 2600 anos antes de Cristo, começaram a aparecer comunidades urbanas, mais uma vez marcadamente no sul do território. As mais importantes de toda a Ibéria  foram a de Los Millares, no dudeste espanhol  a de Zambujal, pertencendo à cultura de Vila Nova de São Pedro, em Portugal, podendo já ser chamadas civilizações, ainda que lhes falte a componente escrita.

A partir do 2150 antes de Cristo, dá-se uma importante transformação cultural e, em parte populacional na Ibéria calcolitica, com o aparecimento da cultura do Vaso Campaniforme, com origem no Castro do Zambujal, talçvez mesmo proto-indo-europeia, que se associará ao complexo populacional e cultural do megalitismo. Esta cultura demonstra tendências de regionalização, com diferentes estilos produzidos em várias regiões, sendo os mais importantes o tipo Palmela em Portugal, testemunhado pelas Grutas da Quinta do Anjo, e os tipos Continental e Almeriano em Espanha.
     Dentro de exemplos tipicos desta idade do Cobre espalhados por inúmeras povoações por todo o sudoeste Ibérico destacam-se em Portugal na Àrea Metropolitana de Lisboa, entre outros:
O Povoado Fortificado de Leceia, no Concelho de Oeiras, Freguesia de Barcarena:
O Povoado Fortificado de Vila Nova de S. Pedro no Concelho da Azambuja;
A Necrópole de Carenque no Concelho da Amadora;
E Freiria no Concelho de Cascais. 

terça-feira, 30 de maio de 2017

NEOLITICO NA PENÍNSULA IBÉRICA



     A chamada Revoluçao Neolitica entre 7000 antes de Cristo e 3000 antes de Cristo, com a passagem do Homem de simples recolector para a agricultura, levou as populações a fixar-se definitivamente, tendo por base uma económia produtora e proporcionando um maior controle das fontes de alimentação.
     Embora a Península tenha desenvolvido tardiamente a agricultura, o Neolitico trouxe mudanças  à paísagem humana da Penísula Ibérica a partir de há 7000 anos, com o desenvolvimento da agricultura e o início da cultura megalitica da Europa, que viria a espalhar-se por grande parte da Europa Ocidental e parte do Norte de Àfrica. Um dos centros mais antigos desta cultura monomental foi Portugal.
     Persistem numerosos registos, como dólmens, antas, cromeleques e menerais, como Cromeleque dos Almendres, um monumento megalítico situado na Freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, concelho de Évora, Distrito de Évora. Trata-se do monumento megalitico mais importante de toda a Península Ibérica, não só devido à sua dimensão, mas também , devido ao seu estado de conservação. É também considerado um dos mais importantes da Europa.

     Na primeira fase do Neolitico, 7000 antes de Cristo, desenvolveu-se ainda na Penísula a cultura da cerâmica cardial, caracterizada pela sua decoração impressa com conchas de berbigão (cardium edule). Desta cultura encontram-se jazídas na Catalunha, Levante e Andaluzia. Nelas há mostras de práticas agrícolas.
     Este é igualmente o período em que se assiste à expansão por via marítima, a partir do leste mediterrânico, da cultura da cerâmica cardial, associada igualmente  aos processos migratórios.
     Note-se que, com algumas exceções localizadas, os dados arqueológicos demonstam que este processo foi essencialmente de aculturação das populações europeias, mais do que de migração em massa. Mesmo assim, a Cultura da Cerâmica Cardial terá tido um papel de relevo no lento desenvolvimento das primeiras culturas Neoliticas das regiões Atlânticas, embora com maior impacto direto nas zonas do leste ibérico onde apresenta uma distribuição medeterrânica, particularmente na Catalunha, Valência, Vale do Ebro e nas Baleares. De facto, os monumentos megaliticos europeus estão frequentemente acompanhados de restos arquiológicos de cerâmica e outros artefactos provenientes desta cultura.
     Também a pintura levantina e a arte esquemática na Penísula Ibérica, que evoluiria nos tempos seguintes são caracteristicas do neolitico penínsular. Estava localizada em abrigos rochosos das serras interiores e que representa cenas de grupos, com muito dinamismo e figuras humanas  estilizadas, reflexo de um maior grau de abstração e esquematização.
dcb  

segunda-feira, 29 de maio de 2017

MESOLÍTICO NA PENÍSULA IBÉRICA


     O Mesolítico (pedra intermediária) é um período intermediário entre o Paleolitico e o Neolitico presente (ou pelo menos com uma duração razoável), apenas em algumas regiões do mundo.
     As regiões que sofreram maiores efeitos das glaciações tiveram Mesoliticos mais evidentes. Na Penísula Ibérica, menos afetada pelas glaciações, não se fez sentir com intensidade.

     O final do Paleolitico dá lugar ao aparecimento da cultura Aziliense na zona pirenaica, com a extensão da zona cantábrica da Penísula Ibérica, cultura de transição sem grandes novidades e que continua com as antigas técnicas paleoliticas. 
     Maior importância adquirem os concheiros portugueses das margens do Tejo, como os Concheiros de Muge onde está assente uma população que vai evoluindo lentamente e na qual aparecem já muitos elementos raciais mistos.
     Os principais jazigos são Cabeço da Amoreira, Cova da Onça e Fonte do Padre Pedro. A este ciclo cultural pertencem também as oficias de trabalho manual de silex, ao ar livre, que existem na região tarraconense.
dcb 

domingo, 28 de maio de 2017

CONTINUAÇÃO DO PALEÓLITICO DA PENÍSULA IBÉRICA


     Há cerca de 200 000 anos, durante o paleolítico inferior, os neandertais chegaram à penísula, por volta  do ano 70 000 antes de Cristo, no paleolitico Médio, iniciou-se a última glaciação e a cultura mousteriana neandertal estabeleceu-se, a cerca de 35000 anos antes de Cristo, durante o paleolitico superior, a cultura neandertal  Châtelperroniana vinda do sul de França estendeu-se ao norte da Penísula Ibérica. 
     Esta cultura perdurou  até 28000 antes de Cristo, quando o homem do neandertal  se extinguiu, sendo o seu último refúgio o território do actual Portugal. O homo sapiens continuaria a ocupar a península ao longo dos períodos Mesolitico e Neolitico.
     Foi sobretudo no Paleolitico Superior que se desenvolveram as primeiras expressões artísticas em solo português devido a um rigoroso período de glaciação que se verificou nesta época.
     Em 1994, foi achado em Portugal o maior complexo de arte rupestre paleolítico ao ar livre conhecido até hoje: Há 20 000 anos, o homem gravou milhares de desenhos representando cavalos e bovídeos nas rochas xistosas do vale do Côa, afluente do rio Douro, no nordeste de Portugal, os Sítios  de arte  rupestre do Vale do Côa  situam-se ao longo das margens  do rio Côa, sobretudo  no municipio de Vila Nova de Foz Côa.
     Formam uma rara concentração de arte rupestre composta por gravuras em pedra datadas do Paleolitico Superior (22000 - 10000 antes de Cristo), constituindo o mais antigo registo de actividade humana de gravação existente no mundo.
     Entre os achados mais importantes está a gruta de Altamira, na Cantábria (Espanha), na qual se conserva um dos comjuntos pictóricos mais importantes de toda a Prá-História. Pertence  aos chamados períodos Magdaleniano, entre 16 500 e 14 000 anos atrás e o Solutreano de 18 500 anos  atrás, dentro do Paleolitico Superior, o seu estilo artistico constitui a denominada escola franco-cantábrica, de que faz parte a notável gruta de Lascaux, caractrizada pelo realismo das figuras representadas.
     À parte destes existem outros locais onde a arte das cavernas e ao ar livre se destacam, concentrando-se, na sua maioria, na Estremadura, mais precisamente na Penìsula de Lisboa, tais como a gruta do Escoural, Montemor o Novo, Mazouco. Temática da pintura foca sobretudo episódios do dia-a-dia, como por exemplo uma caçada ou uma batalha com uma tribo inimiga. As gravuras são muito simples, zoomorficas e monocromáticas. Durante este período não existem quaisquer vestígios arquitectónicos devido à natureza nómadadas tribos.