domingo, 22 de maio de 2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

O ESTADO DA NAÇÃO

Como vai este País...
A nível Social,
São Carências da matriz
De um modo geral.

No trabalho é o que se vê...
Na saúde é o que sabe,
Só não acredita quem não crê
E na política já não cabe!...

A segurança Social está no fim,
A agricultura à muito que acabou.
Os políticos a tudo dizem que sim,
E para os cidadãos a desgraça começou.

A educação está mais complicada,
Os Alunos estão descontentes!
Os professores estão em debandada,
E os efectivos, a ser polivalentes.

Temos um País frustado!
E cheio de muitas ilusões,
Temos depois um Estado
Governado por burlões.

Há comunicação social vão mentir,
E falar de qualquer maneira,
Falando para as câmaras a sorrir,
Evitando fazer muita poeira.

Na saúde é um desastre completo!
Presente há população diariamente,
Sempre com qualquer Hospital repleto,
Sendo dificuldades que o povo sente.

Depois pedem-se sacrifícios ao povo
Com o agravamento de mais um imposto,
Vem o Ministro a dizer de novo!
Com o tal sorriso estampado no rosto....
dcb

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mariza - Barco Negro

Vou chamar a música

Anabela - A Cidade até ser Dia

Fado do estudante - Patricia Duarte

Vasco Santana Ser Doutor e Fadista

Canção de Lisboa - Vasco santana e Beatriz costa

FERNANDO FARINHA - "Canção de Lisboa" ou "Fado Chic"

32-Amália Rodrigues,"Uma Casa Portuguesa".@

Casa da Mariquinhas (Vou dar de beber à dor) - Amália Rodrigues

Alfredo Marceneiro - A Casa da Mariquinhas

1-Fado Castiço:Alfredo Marceneiro,"Há Festa Na Mouraria",nu:1.

Frei Hermano da Câmara - Fado da Despedida

"O Chico Do Cachene" By Fernando Farinha

"Meninas Malcriadas" By Fernando Farinha

o Soldado das Trincheiras-Fernando Farinha.

Fernando Farinha aos 11 anos (O Miúdo da Bica - 78Rpm)

FERNANDO FARINHA CANTANDO UM FADO NO FILME "A ULTIMA PEGA"

Fernando Farinha /**Belos Tempos**/

"O Chico Do Cachene" By Fernando Farinha

Alfredo marceneiro e Fernando farinha (antes e depois)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O QUE ACONTECE


Por muito que se apregoe,
E por muito que se desminta,
Existe sempre o momento que corrói?
Esta mente, não há quem a sinta.

Aquela que o ser humano tem!
Por só pensar em dinheiro,
Olhando as pessoas com desdém;
Com o sentido num bom mealheiro.

Junta-se um cêntimo de cada vez,
Guarda-se em lugar bem seguro,
Sem que o perder de vista, talvez.

Juntando e espreitando um furo!
Para poder um dia, ter dinheiro,
E também ter um bom futuro...
dcb

AO REDOR DA ESCRITA



Hoje comprei um anjo
Daqueles que se anunciam nos jornais
Mas ao comprá-lo fiz um arranjo
Sem que nada tivesse feito demais.

Por ser pobre e não poder ter luxo
E ver nos bairros, velhos numerosos
Saídos dum albergue em refluxo
E tratados como se fossem animais tinhosos.

Eu também levei uma vida de cão
Mas no meu coração existe uma pomba
Que canta uma doce canção
No cimo duma árvore muito longa.

O seu canto é de um mestre negrinho
Que há pouco tempo me deixou!
Por ter usado este lindo arranjinho,
Para onde foi, não sei: mas seu canto ficou.

No tempo das árvores grandes e esguias,
E que se tocavam mutuamente!
Tal como os ciprestes de grandes guias
Como se fosse um funeral de pouca gente.

Olho-me como se tivesse a fazer tiro ao alvo!
Junto ao muro de um cemitério,
Tendo ao meu lado um tipo meio calvo,
Que me apertava o bordão bem a sério.

Se o espírito daquela noite fosse palpável
Num lugar onde é forçoso fazer vigília!
Onde onde corre alguma lágrima desagradável,
E onde se espalha um cheiro a flor de tília.

Onde até se escuta, o grito duma pedra qualquer,
Olhando a lua, que não nos deixa,
Pensar o que leva cada mulher,
Que passa serena, sem uma qualquer queixa.

A comer rosas com pão: escarros são?
Os copos claros são de loucos
Porque fazem escurecer o coração
E vão bebendo a sua morte aos poucos e poucos.

São como uma aldeia deserta,
Que faz que não vai demorar,
Tendo deixado seu sangue como oferta
Deixando a aurora amanhecer devagar.

Serei velho como a carne fria,
Que conheço bem como aquilo que consumo!
Quando a morte chegar,nascerá um novo dia,
O pão que devorarei, terá o cheiro a fumo.

Mas levo nas minhas veias, sangue até à mão,
Até as cordas eles já prepararam,
Para quando parar meu coração,
Para cortar o amor com que me criaram!...
dcb

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Lisboa Antígua - Juan Antonio al acordeón Midi

A COMUNICAÇÃO SOCIAL

Os sistemas de Comunicação,
Nacionais e internacionais.
Fazem comentários de previsão,
E também comunicações a mais.

Dizem e fazem coisas sem nexo,
Comunicam disparates em demasia.
Criando na humanidade um complexo,
Como há muito tempo não se via.

As comunicações são de embuste,
Com uma propaganda que asfixia.
Por muito que à sociedade custe?

Não o digo por lhe ter aversão,
Mas por muito que se barafuste,
Não existe a mínima consideração!...
dcb

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ANGOLA



Se alguma vez fores a Angola
Presta muita atenção?
Porque é necessário que a reconheças
Não vás compara-la a uma viola
Porque o seu povo é rico de coração
Mas faz com que deles o mereças...

Para te situares bem do local,
Pede a informação necessária
Para te indicarem lugares turísticos
Onde não encontrarás nenhum igual,
E terás uma vista extraordinária
Dos locais extraordinários e místicos.

Estes conselhos que estou a prestar,
São extraídos do meu conhecimento
Que tenho daquele imenso País,
E de ter percorrido tanto lugar,
Daquele território que conheço de raiz?...

Há coisas que na memória sempre tem luz
E que ficam guardadas para a eternidade
Que até parece que estão esquecidas.
Quando a recordação vem, há picada me conduz
E em mim renasce uma forte e vorás vontade
De voltar e recuperar as recordações perdidas!...
dcb

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O PASSADO & O PRESENTE



No passado fui criança
Como outra qualquer
Mas tinha na mente a esperança
De dia a dia poder crescer.

Assim o tempo foi passando
E eu fui alegremente crescendo
E com o passar dos anos fui reparando
Como a minha fisionomia ia desenvolvendo.

Chegou o tempo de estudante
E nas horas vagas estudava
O estudo para mim era aliciante
E estava muito atento ao que escutava.

Depois do 12º. ano fazer
Noutra vida tinha de pensar
Como não havia muito para escolher
Como militar me fui alistar.

Assim fui incorporado em Luanda
E fiz a recrutamento em Tancos
Completei a recruta naquela banda
Tirando o curso de para-comandos.

Fui graduado para-quedista
Comandei grupos irregulares
E em guerrilha era especialista
E actuei em vários lugares.

Passei há disponibilidade
E concorri a funcionário
E admitido com regularidade
No quadro como provisório.

Depois com alguns anos de funcionário
Do meu País fui corrido
O que para mim foi um calvário
Sair da minha terra como um bandido.

Foi para mim um pesadelo
Quando cheguei a este lugar
Fui recebido como um camelo
Que tinha acabado de chegar.

Apresentei-me num Ministério
Que para mim era coisa nova
Foi como se entrasse num ermitério
E de imediato ser posto há prova.

De tudo o que fazia era criticado
Por estar a tratar com nova gente
Sentindo-me deveras abandonado
Por ver tanta gente ali inocente.

Hoje posso à vontade falar
Deste meu triste passado
Porque não me posso mais calar
Agora que já estou aposentado.

Por isso sou conhecedor
Das coisas criadas para remediar
A ver os meus colegas a pedir por favor,
E por isso muito eu tive de ensinar!...
dcb

OS QUE SE VÃO DA LEI LIBERTANDO!!


ISTO É CAMÕES?

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas...
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

Falam da crise Grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano...
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andam à solta só me espanta.

E vós ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A beste horrível do poder perene!...

Actor desconhecido?...
Transcrito por dcb

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

AS FARPAS DE ÉÇA D'QUEIRÓS Á 137 ANOS

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O País perdeu a inteligência e a consciencia moral
Os costumes estão dissolvidos, as consciencia em debandada
Os caracteres corropidos
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja secarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados numa rotina dormente.
O Estado é considerado na sua accão governativa como um ladrão
E tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: l País perdeu o rumo.

ESCRITO EM 1871, POR EÇA D´QUIRÓS

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O PASSEIO


Fui passear com meus amores
Numa manhã de sol radiante
Acompanhado pelas minhas dores
Que já apoquentam este caminhante.

Dos meus amores faziam parte
Três senhoras de nomeada
Duas delas tiveram um enfarte
A outra comigo é casada.

Mas o amor tudo suporta
Uns aos outros se amparamos
Porque a amizade não é coisa morta
E assim ambos se suportamos.

E entre gargalhadas e sorrisos
Nós cá nos vamos divertindo
Sem perdermos nossos juízos
A idade vamos sempre sentindo!...
dcb

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

JOÃO PEDRO ACORDIONISTA

LAMBADA

Lambada

LUANDA

Luanda que grande vista tem
Apreciada do Bairro Miramar
Ou da Fortaleza de S. Miguel
De onde se avista o Mussulo Também
Envolvida pela Barra e o Mar
E guarda do Alto daquele Quartel.

É linda como a rosa de Porcelana
Abundante nos quintais e Jardins
Com todo o seu esplendor e magia
Perfumando o ar que dela emana
Como sendo ali deixado por corumbins
Quando ali passaram radiantes de alegria.

Luanda cidade encantadora
Com todo o seu histórico passado
Deixado pelas Naus Portuguesas
Naquela Baía sempre encantadora
Nela foi um porto Mar instalado
Ali foram repelidas as Invasões Holandesas!...
dcb