quinta-feira, 18 de agosto de 2016

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A CRISE NUCLEAR IRANIANA

     CONTINUAÇÃO: ...

ABRIL DE 2015; acordo prévio

     Após oito dias de intensas negociações, agora na cidade suíça de Lausanne, as potências mundiais e o Irã anunciaram um entendimento prévio que viabiliza uma base para um acordo futuro sobre o programa nuclear.
     Entre os pontos centrais, Teerã se compromete a reduzir a sua capacidade de enriquecimento de urânio e o número de centrífugas de 19 mil para 6 mil. Em contrapartida, as sanções ocidentais deverão ser aos poucos levantadas, depois que os inspetores independentes tiverem  verificado que o Irã adotou todos os compremissos.
     Ambos os lados prometeram elaborar um texto para o tratado final até aos fim de Junho.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

CRISE DO PROGRAMA NUCLEAR IRANIANO


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FEVEREIRO DE 2013; Nova disposição para negociar

     Na Conferência de Segurança de Munique, o misnistro do Exterior do Irã, Ali Akbar Salehi, anuncia estar disposto a negociar com os EUA sob determinadas condições. O lider supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, vincula negociações nucleares directas com os Estados Unidos com condições. As desclarações são percebidas como de um tom mais conciliador do que o habitual. Depois de uma pausa, representantes do Grupo 5+1 e da liderança em Teerão continuam as discussões em Almaty, no Cazaquistão.

MARÇO DE 2013; ameaça militar

     O presidente dos EUA, Barak Obama, sublinha, durante uma visita a Israel, que os EUA podem , se necessário, impedir pela força das armas o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã.

SETEMBRO DE 2013; de volta à mesa de negociações

     As negociações internacionais sobre o programa nuclear iraniano continuam  em Viena.

JANEIRO DE 2014; relaxamento de sanções

     Após o Irã suspender o enriquecimento de urânio, os EUA e a União Europeia relaxam as suas sanções. Apesar disso, a disputa em torno do programa nuclear continua. Em Novembro, as negociações são no entanto, programadas até 2015.

FEVEREIRO DE 2015; EUA e Irã negociam

     Em Genebra, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry e o seu colega iraniano, Mohammad Javad Zarif, tém reuniões bilaterais. Segundo fontes da delegação americana, houve progressos. Zarif avaliou as conversas, segundo a Agência de Notícias Fars, como, construtivas. Elas continuariam.

MARÇO DE 2015; final em aberto

     As negociações bilaterais continuam em Montreux, na Suiça. O ministro alemão do Exterior, Frank Walter Steinmeier, diz em Genebra, acreditar que o governo iraniano está a negociar de forma séria com o Ocidente.
CONTINUA: ...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A CRISE DO PROGRAMA NUCLEAR IRANIANO


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EM  FEVEREIRO DE  2012: Pesquisa.

     De acordo com informações de Teerã, cientistas iranianos desenvolveram a sua primeira barra de combustível nuclear.

EM FEVEREIRO DE 2012; Sanções Finançeiras.

     As contas iranianas do banco central do Irã são congeladas na União Europeia. O presidente Barak Obama ordena o bloqueio nos EUA de propriedades e bens do governo e do banco central iranianos.

EM FEVEREIRO DE 2012; Acesso negado.

     Os inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica, têm acesso negado pelo governo iraniano à suspeita base militar de Perchin, perto de Teerã.

EM MARÇO DE 2012; Sanções contra petróleo.

     Obama aprova as sanções mais severas até então contra o Irã. O objectivo é dificultar ao maximo as importações de petróleo iraniano em todo o mundo.

EM ABRIL DE 2012; De volta à mesa de negociações.

     Em Istambul, são realizadas conversações entre as cinco potências com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, mais a Almanha e o Irã. Porém, sem resultados concretos.

EM JULHO DE 2012; Sanções mais severas.

     Obama estabelece novas sanções contra o Irã, para afectar as exportações de petróleo do país. Em Fevereiro de 2013, o Departamento do Tesouro dos EUA endureceu as medidas.
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domingo, 7 de fevereiro de 2016

A CRISE DO PROGRAMA NUCLEAR IRANIANO


     Enriquecimento de urânio, sanções e negociações: desde 2006, Ocidente e Irã tentam chegar a um entendimento sobre a questão nuclear. Agora, um acordo prévio em pontos-chave abre caminho para um tratado final.

     As negociações nucleares com o Irã ocorrem, com várias interrupções, desde 2006. O Ocidente, Israel e alguns outros países suspeitam que os iranianos estejam a planear a produção de armas nucleares. Teerã nega e argumenta que só quer usar a energia atómica para fins pacíficos.

     Para um acordo entre o Irã e o chamado Grupo dos 5+1, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Almanha, foi estabelecido um prazo até ao final de Março. Atualmente, ambos os lados chegaram  a um acordo prévio sobre a diminuição da quantidade de urânio que Teerã pode enriquecer para a produção de energia nuclear, além da redução em mais de dois terços de centrífugas.

EM MARÇO DE 2006: primeiro confronto;

     Teerã recusa-se a cumprir o apelo do Conselho de Segurança da ONU em suspender o enriquecimento de urânio no prazo de 30 dias:

DEZEMBRO DE 2006: penalidades;

     O Conselho de Segurança da ONU impõe as primeiras sanções conta o Irã. 

EM FEVEREIRO DE 2010: provocação;

     O Irã anuncia que o enriqueceu urânio a 20% e é capaz de enriquecer ainda a 80%. Com isso, o país poderia produzir armas nucleares.

EM JANEIRO DE 2011: silêncio;

     Em Istambul, as conversações entre Irã e as cinco potências com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha são adiadas indefinidamente.
CONTINUA:


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

PROGRAMA MUCLEAR DO IRÃO


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     Segundo o governo do Irão, o seu programa pretende dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, que aumenta a parcela de isótopos mais radioactivos, limitando esse enriquecimento às necessidades das aplicações civis no maximo de aproximadamente 20%. Entretanto, os EUA, com o apoio da União Europeia, acusam o Irão de pretender produzir urânio enriquecido a 99%, de material  basico para armas nucleares.

     Essas acusações baseiam-se no facto de que o procedimento básico é o mesmo, e o regime iraniano, que tem sido ameaçado constantemente pelas potências ocidentais desde a revolução islâmica de 1979 e também pelo facto de ter sido invadido pelo Iraque em 1981, com o apoio dos EUA e de Israel, o regime iraniano tem reagido de maneira belicosa e de desconfiança em relação ao Ocidente.

     Pelo ângulo iraniano a questão é de equilibrio, uma vez que Israel, o seu maior inimigo local, Paquistão e India são potências nucleares. Pelo lado dos interesses euro-americanos, trata-se de impedir  um regime adversário de tornar-se mais um membro indesejado do Clube Nuclear.

     A oposição da Rússia e da China, além de outros, tem impedido que o País seja levado ao Conselho de Segurança de ONU, para aplicação de sanções. Entretanto, como as potencias ocidentais e o Irã não dão sinais de um acordo, e nem  americanos e europeus parecem pretender ceder, é provável que aquelas potências acabem por concordar com algum tipo de sanção ao Irã.

     Em 17 de Maio de 2010, em Teerão, foi anunciado o acordo articulado pelo Presidente Luiz Inácio Luda da Silva do Brasil entre Brasil, Irão e Turquia, neste acordo, o Irã enviaria urânio para ser enriquecido na Turquia. O acordo prevê que o Irão enviará 1,2 toneladas de urânio com baixo grau de enriquecimento, 3,5%, para a Turquia. em troca de 120Kg de combustivel enriquecido a 20%. A troca deverá ter o acompanhamento da AIEA, Agencia Internacional de Energia Atómica, órgão da ONU.  

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

RENOVAÇÃO DO PARLAMENTO IRANIANO


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     Em Março e Abril de 1996,  é renovado o Parlamento iraniano. A sociedade do Clero Combativo (SCC), de direita, perdeu a maioria absoluta. Cresceu a representação dos Servidores da Construção do Irã (SCI), mais liberal e apoiada pelo presidente Rafsanjani. Em Julho, no entanto, o lider da SCC, Ali Akbar Nateq Nouri,  foi reeleito presidente do Parlamento, derrotado o candidadto do SCI.

     Na eleição presidencial de 23 de Maio de 1997, pela primeira vez desde a revolução de 1979, os eleitores puderam escolher entre um candidato de linha dura e um moderado. Venceu o moderado Sayed Mohmmad Khatami, derrotado Ali Nateq Nouri, o candidato do clero.

     Khatami, de 54 anos, elegeu-se com o apoio das mulheres, dos intelectuais e dos jovens atraídos por promessas de abrandar os rigorosos códigos sociais vigentes no país. Ele assumiu o cargo em Agosto, substituindo Rafsanjani.

     Khatami foi reeleito em 2001, mas os seus esforços em prol de reformas governamentais sempre tiveram o entrave do Conselgo Religioso, o que ocasionou um processo de rejeição ao seu governo. 
     Nas últimas eleições para a presidência do País, foi eleito Mahmoud Ahmadinejad, ex-perfeito de Teerã e ultraconservador, até então desconhecido. Ahmadinejad tomou posse em Agosto de 2005, tendo a sua eleição grande respeito dos líderes religiosos.

PROGRAMA NUCLEAR DO IRÃO

     O programa nuclear iraniano, que tem alegadamente fins pacíficos, é colocado sob suspeita de ter como finalidade oculta a produção de armas nucleares, pois segundo especialistas ocidentais e iranianos, esse armamento é o único mecanismo de dissuasão militar que impediria  um possível ataque israelita ou dos EUA ao Irão.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

FIM DA ERA KHOMRINI


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     Com a morte de Khomeini, a 3 de Junho de 1989, houve favorecimento dos pragmáticos. Um lider religioso moderado. Ali Hashemi Rafsanjani, foi eleito presidente. Entrou em choque com Ali Khamenei, aiatolá radical escolhido por  Khomeini para sucedê-lo. Apoiado por uma Assembléia de Sábios, Khamenei mostrou força ao renovar, em 1990, a sentença de morte contra Rushdie, Rafsanjani, de sua parte, fecha contratos para investimentos alemães, franceses e ingleses. Rafsanjani foi reeleito presidente em 13 de Junho de 1993, com 63% dos votos, e prometeu manter a abertura para o exterior, principalmente na área económica.

ACUSAÇÃO AMERICANA DE TERRORISMO:

     Em 1995 houve um agravamento da crise económica e do confronto com os EUA, motivado pela possibilidade de o Irã fabricar uma bomba nuclear usando tecnologia russa. Em Março do mesmo ano, os americanos suspenderam um contrato petrolífero firmado com o Irã pela empresa Conoco e imposeram um severo embargo comercial ao País, depois de acusar o governo de Rafsanjani de apoiar o terrorismo internacional e de insistir na tentativa de desenvolver armas nucleares.

     Os iranianos desafiaram o embargo, mas a sua económia sofreu efeitos cada vez mais pesados. Explodiram violentos protestos contra a alta dos preços nos arredores de Teerão, duramente reprimidos pela Guarda Revolucionária.
     Um novo episódio, em Julho de 1996, o Congresso Norte-Americano aprovou uma lei de sanções a empresas que investissem mais de 40 milhões de dólares anuais no Irã ou na Líbia, países acusados de terrorismo.

ACUSAÇÃO ALEMÃ AO TERRORISMO IRANIANO:

     Em Abril de 1997, a Suprema Corte de Berlim responsabiliza a cúpula de dirigentes  do Irã pelo assassinato de quatro oposicionistas curdos iranianos na cidade em 1992. Foi a primeira vez que um tribunal ocidental acusou o governo iraniano de envolvimento directo no terrorismo internacional.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

GUERRA - IRÃ - IRAQUE


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     Em 1980, o País entrou em guerra  com o Iraque, cujo governo havia ocupado umas áreas em litígio nas margens do Chatt El-Arab.
     O conflito causou grande destruição em ambos os países que terminou apenas em 1988. Mas as fronteiras que foram o objecto da disputa, permaneceram inalteradas. Estima-se que morreram cerca de 400 mil iranianos e 300 mil iraquianos.

A  INSTABILIDADE  POLÍTICA:

     A revolução Islâmica logo degenerou numa luta pelo poder em que se confrontaram  os aiatolás, partidários da instalação de um regime teocrático, e as forças civis, defensoras da separação entre o Estado e a Mesquita.

     Em Julho de 1981 ocorreram combates entre  a Guarda Revolucionária, e a milicia ligada aos aiatolás, e os Combatentes do Povo, mujahedin de esquerda. O presidente Bani-Sadr, que se havia aliado aos mujahedin, foi destituído pelo Parlamento e exilou-se na França. Os mujahedin tentaram  uma insurreição e foram esmagados num conflito em que morreram cerca de 13 mil pessoas.

     Os rebeldes reagiram com uma campanha terrorista na qual foram assassinadas altas autoridades. Em 1983, a repressão atingiu o Partido Comunista Tudeh, com o qual o regime de Khomeini convivia pacificamente. Os principais dirigentes comunistas foram presos e o partido foi declarado ilegal.

A INSTABILIDADE ECONÓMICA:

     Os problemas económicos, agravados pela queda do preço do petróleo, trouxeram à tona as divergências entre os aiatolás. A ala mais moderada os chamados  pragmáticos, pregavam o abandono da política isolacionista e a aproximação ao Ocidente, visando obter recursos para desenvolver o País. A corrente radical opunha-se às influências externas. O predomínio dos radicais expressou-se na sentença de morte decretada pelo aiatolá Khomeini, em 20 de Fevereiro de 1989, contra o escritor anglo-indiano Salman Rushdie, cujo livro, Versos Satânicos, foi considerado ofensivo ao Islã.
CONTINUA: ...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

REVOLUÇÃO ISLÂMICA


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     Em 1979, ocorreu a revolução Islâmica, na qual as diversas correntes de oposição ao Xá, esquerdistas, liberais e mulçulmanos tradicionalistas, uniram-se sob a liderança do aiatolá Ruhollah Khomeini, exilado em França. O governo não conseguiu controlar a insurreição e, em Janeiro de 1979, o Xá Reza Pahlevi fugiu do País.

     O poder foi transferido ao primeiro ministro Shapur Bakhtiar. As Forças Armadas aderiram aos revoltosos. Khomeini regressou triunfalmente a Teerã em 1 fr Fevereiro de 1979 e, dez dias depois, assumiu o poder, com a renúncia e fuga de Bakhtiar.

     Em 1 de Abril, o Irã foi declarado oficialmente uma república islâmica, cuja autoridade suprema é um chefe religioso, o próprio Khomeini. Para a chefia executiva do governo foi eleito presidente da República, em Janeiro de 1980, Abolhasan Bani-Sadr, um dos lideres da oposição laica ao governo do xá. Os chefes da polícia política do xá, Savak foram executados.

INVASÃO DA EMBAIXADA AMERICANA EM TEERÃ:

     Em 4 de Novembro de 1979, um grupo de militantes islâmicos ocupou a Embaixada dos Estados Unidos em Teerã e tomou 64 norte-americanos  como reféns. O governo iraniano apoiou a ocupação da embaixada e fez várias exigências, entre as quais a extradição do Xá, que na  ocasião estava nos Estados Unidos da América. O governo norte-americano congelou os bens iranianos no País. Em abril de 1980 os Estados Unidos da América empreenderam uma fracassada incursão militar em território iraniano para tentar libertar os reféns.

     O impasse não se resolveu nem mesmo com a morte do Xá, em 27 de Julho de 1989, no Egipto. Os reféns  norte-americanos foram libertados somente em Janeiro de 1981, depois de um acordo para a devolução dos bens do Irã nos Estados Unidos da América.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

(IRÃO) ERA PAHLAVI


MOHAMED REZA PAHLAVI:

     Pahlavi, procurou modernizar rapidamente o País, através da chamada Revoluçaão Branca. Em 1963, uma campanha de modernização inclui a reforma agrária e o direito de voto às mulheres, ao mesmo tempo em que procurava laicizar a sociedade iraniana inclusive através de medidas coercivas. A oposição era tratada com dureza pelo seu governo de carácter ditaturial, sustentado por considerável poderio militar, e apoiado por sucessivos governos dos Estados Unidos da América. Os laços militares com os Estados Unidos aprofundaram-se em 1971, quando os norte-americanos concederam ao Irão crédito para compra de armas no valor de 1 bilhão de dólares. Entretanto a aliança com o Ocidente não impediu o governo iraniano de assumir o controle da indústria petrolifera nem de aderir ao embargo decretado pela OPEP em 1973.

     Foi a articulação entre a oposição política e o clero xiita que viabilizou a revolução de 1979 liderada a princípio simbolicamente e depois de facto, pelo Aiatola Khomeini. Como resultado da acção, o regime monárquico foi derrubado, o xá exilou-se nos Estados Unidos e instalou-se no País uma teocracia, passando o País a chamar-se República Islâmica do Irã.

ROMPIMENTO COM O REINO UNIDO

     Em 1953, o intenso nacionalismo levou o País a conflitos com os interesses do Reino Unido, em  consequência da decisão do parlamento iraniano, sob o primeiro ministro Mohammad Mosaddeq, de nacionalizar as companhias petroliferas estrangeiras, quase todas britânicas. O Irã rompeu, então relações diplomáticas com o Reino Unido.

     A União Soviética apoiou o Irã e começou a comprar o seu petróleo para compensar o boicot decretado pelos países  ocidentais.
     A crise atingiu o ápice em Agosto de 1953, com a deposição de Mosaddeq por um golpe militar realizado com a ajuda do serviço secreto do Reino Unido e dos Estados Unidos. O Xá Reza Pahlevi, que havia fugido do País, retornou e assumiu poderes ditaturiais. Mosaddeq foi preso.
CONTINUA: ...

        

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O IRÃO APÓS A PRIMEIRA GUERRA


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     Entre 1921 e 1925,  um oficial do exército persa, Reza Khan, tomou o poder das mãos dos Qajares e estabeleceu uma nova dinastia Pahlavi, passando a chamar-se  Reza Xá Pahlavi. Reza Xá transformou a Pérsia num País Urbano, por meio da adoção de diversos projectos de desenvolvimento, industrialização, educação, infra-estruturas incluindo as ferrovias, saúde  e educação. Daí surgiu uma classe mádia profissional e uma classe operária industrial. O poder foi fortemente centralizado no monarca.

     O Xá procurou evitar o aprofundamento da dependência do seu País para com as duas grandes potências na região, a União Soviética e o Império Britânico.
     Em 1935, o Xá  solicitou formalmente à comunidade internacional que passasse a empregar o termo Irã, que é como os persas designam o seu País desde o período sassânida, para designar a Pérsia (analize-se  Pérsia acerca do nome do País).

O IRÃ NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL:

     Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, o Irã foi invadido por dois países que naquela época eram considerados grandes potências mundiais, a Inglaterra e a União Soviética.
     Estes, ao se apoderar de parte dos recursos petroliferos do Irã, fizeram o Xá (titulo iraniano) abdicar em nome do seu filho: Mohammad Reza Pahlavi, ao ver que ele poderia ser um governante que lhes seria mais favorável.

     Em 1953, após a nacionalização da Anglo-American Oil Company (Companhia de Óleo Anglo-Americana), um conflito entre o Xá e o primeiro ministro Mohammed Mossadegh, no poder desde 1951 a 1953, levou à deposição e prisão deste ministro.

     O reinado do Xá tornou-se progressivamente ditatorial, especialmente no final dos anos 70. Com o apoio da Iglaterra e da União Soviética, Reza Pahlavi continuou a modernizar o País, mas insistia em oprimir a oposiçãqo do clero Xiita e dos defensores da democacia.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A PÉRSIA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL


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     O actual Irão foi envolvido na Primeura Guerra Mundial, devido á sua posição estratégica entre o Afeganistão e os conflitos dos impérios Otomano, Russo e Britânico. Em 1914, o Reino Unido enviou uma força militar à Mesopotâmia para negar aos otomanos o acesso aos campos de petróleo persas. O Império Alemão retaliou em nome do seu aliado, ao espalhar o rumor de que Kaiser Guilherme II, se tinha convertido ao islamismo, e infiltrou agentes na Pérsia para atacar os campos  petrolíferos e provocar uma Jihad contra o governo britânico na Índia.

     A maioria destes agentes alemães foi capturada por tropas pérsas, britânicas ou russas que patrulhavam  a fronteira afegã, e a rebelião perdeu força. Seguiu-se uma tentativa alemã de sequestrar o xá Ahmad Shah Qajar, envolvendo os seus guarda costas, frustrada na undécima hora.

     Em 1916, os combatentes entre as forças russas e otomanas ao norte do país começavam a afetar a Pérsia. A Rússia estava levando a melhor até ao colapso dos seus exércitos, devido à Revolução Russa de 1917. Este facto deixou o Cáucaso desprotegido e os civis caucasianos e persas, famintos após anos de guerra e de privações. Em 1918uma pequena unidade militar britânica  de 400 homens, sob as ordens do general Dunsterville, entrou  no Transcáucaso a partir da pérsia, numa tentativa de incentivar a resistência local contra os exércitos alemão e otomano que estavam prestes a invadir os campos petroliferos de Bacu. Embora se retirassem de volta à Pérsia, ignoraram  atrasar o acesso  turco ao petróleo até quase ao armísticio. Os víveres da expedição foram empregues para impedir uma grande forme na região.

O IRÃO APÓS A PRIMEIRA GUERRA
 (1919-1935)

     Após a guerra, o norte do Irão foi ocupado pelo general britânico William Edmund Ironside com o objetivo de garantir os termos do armísticio turco e auxiliar o Genaral Dunsterville e o coronel Bicherakhov na contenção da influência  bolchevique.  O Reino Unido também assumiu de maneira mais efectiva o controle sobre os lucrativos campos petroliferos.
CONTINUA: ...
     

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A PÉRSIA E A EUROPA


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     Em 1722, o Estado safávida desmoronou. Aquele ano assistiu à primeira invasão europeia  da Pérsia desde o tempo de Alexandre: Pedro, o Grande, imperador da Rússia, invadiu o noroeste do País numa tentativa de controlar a Ásia Central. Para piorar a situação, forças otomanas acompanhavam  os russos, o que permitiu o cerco bem sucedido de Ispaão.

     O País logrou opor-se à invasão; nem os russos, nem os turcos ganharam território às expensas da Pérsia. Entretanto, os safávidas foram seriamente enfraquecidos e, naquele ano, os seus  súbditos afegãos iniciaram uma rebelião sangrente, em reação às tentativas de convertê-los à denominação xiita pela força. O último xá safávida foi executado, o que pôs fim à dinastia.

     O Império Pérsa teve um breve avivamento sob Nader Xá, entre 1730 e 1740. Nader, um líder militar da tribo Afshar, expulsou os russos e confinou os afegãos ao território actual do Afeganistão. Lançou diversas campanhas bem sucedidas contra os antigos inimigos da Pérsia, os canatos nómades da Ásia Central, e muitos foram destruídos ou absorvidos pelo Irão. O Império de Nader declinou, porém, após a sua morte. Sucedeu-lhe a curta e fraca dinastia Zand.

     O actual Irão estava despreparado para a expansão mundial dos Impérios coloniais europeus no fim do século XVIII e ao longo do século XIX, sob a dinastia Qadjar, em 1779 e 1925, a Pérsia recuperou uma relativa estabilidade, mas sem esperanças de competir com as novas potências industriais da Europa. A Pérsia viu-se espremida entre os cada vez maiores impérios russo na Ásia Central e britânico na Ìndia. Cada um destes tirou do Irão territórios que se tornariam Bareine, Azerbajão, Quirguistão, Turcomenistão, Tajiquistão, Uzbequistão e partes do Afeganistão.

     Embora a Pérsia não tenha sido invadida directamente, aos poucos tornou-se economicamente dependemte da Europa. A Convenção Anglo-Russa de 1907 formalizou as esferas de influência da Rússia e do Reino Unido sobre o norte e sul do País, respectivamente, onde a potência colonial detinha a decisão final em assuntos económicos.

     Mohammad Ali Shah Qadjar concedeu a William Knox D'Arcy, posteriormente a Companhia Petrolifera Anglo-Persa (Anglo-Persian Oil Company), autorização para explorar e operar campos de petróleo em Masjid-al-Salaman, no sudoeste da Pérsia, que começaram a produzir em 1914, Winston Churchill, Primeiro Lorde do Almirantado Britânico, que supervisionava a conversão da Marinha Real Britanica para navios de guerra movidos a petróleo, nacionalizou parcialmente a companhia antes do inícioda Primeira Guerra Mundial. Uma pequena guarnição militar anglo-persa foi designada para guardar os campos petroliferos.
CONTINUA: ... 
     

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

OS SAFÁVIDAS: UM NOVO IMPÉRIO PÉRSA


     A dinastia safácida era proveniente da cidade de Ardabil, na região do Azerbaijão. O xá  safávida Ismail I derrubou o governo dos turcomenos da Ovelha Bramca e fundou um novo Império Persa, o primeiro com dinastia local em 800 anos. Embora os primeiros governantes safávidas falassem uma língua turcomana, as gerações seguintes adotaram  o pérsa, o que permitiu á identidade persa florescer mais uma vez.

     O período safávida é visto pelos historiadores como uma ponte entre a antiga Pérsia e o Irão moderno, devído á adoção da denominação xiita do islamismo eá renascença cultural e política  empreendidas pela dinastia reinante. Ismail expandiu as fronteiras da Pérsia de modo a incluir todo o território dos actuais  Azerbaijão, Irão e Iraque, bem como grande parte do Afeganistão. A expansão foi detida pelo Império Turco Otomano na batalha de Chaldiran, em 1514. Os conflitos com os otomanos só se tornariam  comuns no período safávida.

     A Pérsia Safávida foi um Estado  violento e caótico pelos setenta aos seguintes, mas em 1588 o xá Abaz I subiu ao trono e presidiu a um renascimento cultural e político. Transferiu a capital do Império para Ispaão, que se tornou um dos mais importantes centros culturais do mundo islâmico; celebrou a paz  com os otomanos; reformou o exército, expulsou os uzbeques da Pérsia para o que é hoje o Uzbequistão e recapturou a Ilha de Ormuz das mãos dos portugueses em 3 de Maio de 1622.

     Os safávidas eram seguidores do islamismo xiita e tomaram o Irão o maior País xiita do mundo, posição que o Irão ainda ocupa.
     Sob os safávidas, a Pérsia conheceu o seu último período de grande potencia imperial. No início  do século XVII, um acordo com o império Otomano fixou a fronteira com a Pérsia, que continua até hoje, a ser o limite entre a Turquia e o Irão modernos.
CONTINUA: ...

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A PÉRSIA SOB DOMÍNIO TURCO


     O mundo islâmico foi abalado em 1037 pela invasão dos turcos suljúcidas, vindos do nordeste. Estes criaram um enorme império no Oriente Médio que deu  continuidade ao florescimento da cultura islâmica medieval construiu-se a Mesquita da Sexta-Feira em ispaão; Omar Khayyam, o poeta persa mais famoso de todos os tempos, escreveu nos Rabaiyat a sua poesia de amor.

     No início do século XIII, os seljúcidas perderam o controle da Pérsia para outro grupo turco, proveniente da Corásmia, ou Karezm, proximo ao mar de Aral. Os xás do Império Corásmio governaram por pouco tempo, pois viram-se defronte ao mais temido conquistador da história: Gêngis Cã.

A  PÉRSIA  SOB  O  DOMÍNIO  DOS  MONGÓIS  E  SEUS  SUCESSORES:

     Em 1218, Gêngis Cã enviou embaixadores e comerciantes à cidade de Otrar, no nordeste do reino corásmio. Como o governador de Otrar os mandou executar, Gêngis Cã saqueou a cidade e avançou sobre Samarcanda e outras cidades da região, destruíndo e matando.

     O neto de Gêngis, Hulagu Cã, completou a conquista do Império Corásmio, tomando Bagdá e matando o último califa abácida, e a maior parte do restante do Oriente Mádio no período entre 1255 e 1258. A Pérsia tornou-se um llcanato, província do vasto Império Mongol.

     Com a conversão do llcã Mahmud Ghazan ao islamismo em 1295, este renunciou aos laços com o imperador  Chengzong da China da dinastia Yuan, que havia sucedido ao seu pai Cublai como grande Cã. Os ilcãs promoveram as artes e o conhecimento na melhor tradição da Pérsia islâmica.

     Com a morte em 1335 do último ilcã legitimo. Abu Said, o território do ilcanato fragmentou-se em pequenos Estados, permitindo a Tamerlão invadir a Pérsia em 1370, conquista-la saqieá-la até à sua  morte em 1405. Ainda mais sanguinário do que Gengis, Tamerlão exterminou 70.000 pessoas em ispaão de modo a poder construir torres com os seus crâneos. A Pérsia foi deixada em ruínas.
     Pelos cem anos seguintes a Pérsia deixou de ser uma unidade política. Fragmentada e governada pelos descendentes de Tamerlão, a Pérsia foi conquistada no final do século XV pelo Emirado dos Turcomenos da Ovelha Branca (Ak Koyunlu), mas faltava-lhes a sofisticação da éploca islâmica.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A PÉRSIA E O ISLÃO


     A rápida expansão do califado árabe coincidiu com o caos causado pelo fim da dinastia sassânida. A maior parte do país foi conquistada de 643 a 650. A conquista da Pérsia pelos exércitos árabes islâmicos marcou a transição para a Pérsia medieval.

     Yezdegerd III, último rei Sassânida, morreu dez anos após perder o seu império para o califado. Tentou recuperar algo do que havia perdido, com o auxilio dos turcos e dos tártaros, mas estes foram facilmente derrotados pelos muçulmanos.

     Este império árabe, governado pela dinastia Omíada, foi o maior Estado da história até aquele momento, estendendo-se desde a península Ibérica até ao Rio Indo, e do mar de Aral até a ponta sul da Península Arábica. Os Omíadas serviram-se dos sistemas administrativos persa e bizantino e transferiram a capital para Damasco, no centro do seu império. A dinastia reinaria sobre a Pérsia por cem anos.

     A conquista árabe transformou radicalmente a vida na Pérsia. O árabe tornou-se a nova língua franca; Olslã rapidamente substituiu o zoroastrismo e construiram-se mesquitas. Efim, novos elementos foram acrescentadas ao meio cultural iraniano. Durante aquela época, e devido ao vasto alcamce do Império Árabe, muitos cientistas persas viriam a exercer impacto direto sobre o Renascimento europeu, séculos depois.

     Em 750, os Omíadas foram derrubados pela dinastia abássida, também árabe. Os persas desempenhavam, então, um papel importante na burocracia do império. O Califa Al-Ma'mun, cuja mãe era persa, transferiu a sua capital para Merv, na Persia oriental.

     Em 819, o leste da Pérsia foi conquistada pelos Samânidas, os primeiros governantes de origem persa desde a ocupação árabe. Estabeleceram Samarcanda, Bucara e Herat como suas capitais e reavivaram a língua e a cultura peras.

     Em 913, a parte oeste do actual Irão foi conquistada pelos buálidas, uma confederação tribal persa das  margens do mar Cáspio. Fizeram de Xiraz a sua capital e destruiram a unidade territorial islãmica. Não mais uma provícia de um império islãmico unificado, a Pérsia era agora uma nação de um mundo islãmico cada vez mais diversificado.
     O grande poeta Ferdusi, o recriador da língua persa, escreveu naquela altura o épico Shâh Nãmã, LIVRO DOS REIS, em persa, que contava a história dos reis do Irão.

domingo, 10 de janeiro de 2016

A PÉRSIA SASSÂNIDA

CONTINUAÇÃO: ...

     Durante o dominío parta, a Pérsia era apenas uma prvícia  de um império extenso e descentralizado. O então rei da Pérsia, Artaxes I, chefiou uma rebelião contra o governo impreal da Pártia. Em dois anos, tornou-se o xá de um novo Império Persa.

     A dinastia sassânida, cujo nome vem do bisavô de Artaxes I, foi a primeira dinastia reinante verdadeiramente persa desde a era dos aqueménidas. Considerava-se, pois, como a sucessora de Dario I e Ciro II. Empreenderam uma política agressivamente expansionista, recuperando a maior parte  do território oriental que o Império Kushana havia tomado no período parta. Os sassânidas continuaram a guerrear contra Roma. Um exército persa chegou a capturar o imperador romano Valeriano, em 260 depois de Cristo.

     A Pérsia sassânida, diferentemente da Pártia, era um Estado altamente centralizado. A população estava organizada em castas: sacerdotes, soldados, escribas e plebeus. O zoroastrismo tornou-se a religião oficial do Estado e propagou-se da Pérsia central para as províncias. Houve perseguições esporádicas contra outras religiões, particularmente contra o catolicismo ortodoxo, devido ás suas ligações com o Império Romano. O nestorianismo era tolerado e por vezes mesmo favoricido pelos sassânidas.

     Embora os hunos brancos houvessem ocupado regiões a leste do império, este logrou anexar, entre 605 e 629, o Levante e o Egipto, avançando em seguida sobre a Anatólia.
     Entretanto, uma guerra posterior com os romanos levou à destruição do império. Ao longo de um demorado conflito, os exércitos sassânidas chegaram a Constantinopla, mas não a conseguiram tomar.

     Enquanto isto, o imperador bizantino Heráclio flanqueava os persas na Asia Menor e atacava o império pela retaguarda, o que resultou numa derrota decisiva para o sassânidas na Mesopotâmia setentrional. O império viu-se obrigado a abandonar todos os territórios conquistados e recuar, seguindo-se o caos interno e a guerra civil.

sábado, 9 de janeiro de 2016

A PÉRSIA HELENÍSTICA

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     O Império Seléucida repidamente entrou em declinio. Ainda durante a vida de Seleuco, a capital foi transferida de Seléucida, às margens do Rio Tigre, na Mesopotâmia, para Antioquia, actual Antakya, às margens do Orontes, proximo ao Mediterrânio. As províncias orientais de Báctria e de Pártia desligaram-se do império em 238 antes de Cristo. A liderança militar do rei  Antioco III impediu a Pártia de conquistar a própria Pérsia, mas alarmou a República Romana, cujas legiões começaram a atacar o Império Seléucida. Este viu-se às voltas com a rebelião dos macabeus, na Judeia, e com a expansão do Império Kushana a leste. O império desmoronou e foi conquistado pela Pártia e por Roma.

A PÉRSIA SOB O DOMÍNIO DOS PARTAS:

     A Partiaera uma região ao norte da Pérsia, no que é hoje o nordeste do Irão. Os seus governantes, a disnastia arsácida, pertenciam a uma tribo iraniana que havia-se instalado na área na época de Alexandre o Grande. Declararam-se independentes dos seléucidas em 238 antes de Cristo, mas somente lograram  expandir-se às custas do Império Pérsa após a ascensão de Mitridates I ao trono parto, em 170 antes de Cristo. Anexaram várias regiões na fronteira leste, conquistaram a Babilónia e a Mádia e pala.or fim, vencem Antíoco VII, em 130 antes de Cristo, tomando dos seléucidas todos os seus domínios a leste do Eufrates. O Império Parta estendia-se, então, desde o Eufrates até quase o Indo, com numerosos reinos vassalos.

     As duas grandes ameaças aos partos eram as invasões dos nomades vindos do oriente e dos romanos a oeste. Os dois impérios o parta e o romano colidiram por mais de dois séculos na Mesopotâmia, com sérias derrotas iníciais infligidas aos romanos, como a Licínio Crasso na Batalha de Carras em 54 antes de Cristo, ou  a Marco António em 36 antes de Cristo. Mais tarde, aproveitando-se da desunião política do inimigo, os partas dividiam-se em clãs, que  administravam, cada um, uma provícia do império, e de um governo central cada vez mais fraco, os romanos lograram vitórias expressivas, chagando mesmo à capital da Pártia, Ctesifonte - Trajano em 115 depis de Cristo, Marco Aurélio em 165, depis de Cristo, Septimio Severo em 198 depois de Cristo e Caracala.
     A fraqueza da dinastia arsácida permitiu em 224 depois de Cristo do rei persa vassalo, Artaxes I, o qual se dizia descendente dos aqueménidas. Artaxes I, tomou Ctesifonte em 226 depois de Cristo e derrubou o rei parto Artabano IV, fundando a nova dinastia sassãnidas.
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A PÉRSIA HELENÍSTICA

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     Os últimos anos da dinastia aqueménida foram marcados pela decadência. O maior império da antiguidade desmoronou em apenas oito anos, quando atacado por um jovem rei macedónio, que a história viria  a chamar de Alexandre o Grande.

     A decadência da Pérsia ficou evidente para os gregos em 401 antes de Cristo, quando sátrapa de Sardes contratou 10 000 mercenários gregos para o ajudar a reivindicar o trono imperial, o que demonstrava a instabilidade política e a fraqueza militar dos aqueménidas.

     Filipe II da Macedónia, governante da maior parte da Grécia, e seu filho Alexandre decidiram aproveitar esta fraqueza. Após a morte de Filipe, Alexandre invadiu a Pérsia, desembarcando o seu exército na Ásia Menor em 334 antes de Cristo. As suas tropas rapidamente tomaram a Lídia, a Feníncia e o Egipto, derrotaram as forças de Dário III em ISSO, e por fim capturaram a capital Pérsa de Susa. O último foco de resistência  aqueménida foi nas proximidades do palácio real em Persépolis. O Império Persa estava em fim nas mãos dos gregos.

     Ao longo da sua rota de conquistas, Alexandre fundou diversas cidades, todas com o nome Alexandria, que serviram para difundir a cultura helenistica na Pérsia nos séculos seguintes.
     O império de Alexandre desfez-se logo após a sua morte, mas a Pérsia continuou sob controle grego. Um dos generais de Alexandre, Seleuco I Nicator, assumiu o contróle da Pérsia, da Mesopotâmia e mais adiante, da Síria e da Ásia Menor. A sua descendência é conhecida como dinastia Seleucida.

     A colonização grega continuou até cerca de 250 antes de Cristo, difundindo a língua, a filosofia e a arte grega. O grego tornou-se a língua da diplomacia e da literatura em todo o território conquistado por Alexandre. O comércio com a China, iniciado durante a era aqueménida através da Rota da Seda, assumiu novas proporções, permitindo também um intercâmbio cultural: O budismo foi trazido da Índia; azoroastrismo foi levado para o oeste e viria a influencia o judaismo.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

UM POUCO DA HISTÓRIA POLÍTICA DO IMPÉRIO PERSA

CONTINUAÇÃO: ...

     A queda do Império Persa ocorreu em virtude de guerras contínuas, da sua grande expansão e a falta de controle sobre o seu próprio território, da incapacidade dos sussessores de Dário I, e, por último: no reinado de Dário III, o império Persa acabou sob o domínio de Alexandre Magno, rei macedónio, Alexandre, o Grande. Mesmo sendo o maior império da antiguidade, acabou decaindo em apenas alguns anos.

A  RELIGIÃO

     A religião Persa defendia a existência do bem e do mal (dualismo), e de novas ideias como o livre arbítrio. Era chamada Zoroastrismo ou Masdeísmo. De acordo com alguns historiadores, algumas concepções religiosas do Zoroastrismo, a crença no paraíso, na ressurreição, o medo do juízo final e a vinda de um messias, influenciaram, posteriormente, o judaísmo, o islamismo e o cristianismo. Possuia sacerdotes zoroastrianos e nenhuma oração ou oferenda poderia ser feita sem a presença de pelo menos um deles. Com o tempo, essa religião sofreu pequenas modificações, mas a essência continuou a mesma. Foi popularizada pelos seus governantes, que a aceitaram, tornando essa religião um dos principais elementos da cultura persa.  

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

UM POUCO DA HISTÓRIA POLÍTICA DO IMPÉRIO PERSA


     A história de um dos maiores impérios já conhecidos começa com Ciro, O Grande, que fundou o império e obteve muitas conquistas para os persas, como a derrota dos governantes dos medos  e q conquista da Babilónia e da Líbia. Ciro adotou uma política de expanção territorial onde o objetivo era formar um grande império, e obter riqueza e resolver os problemas do crescimento da população. Ele respeitava os costumes dos povos conquistados, dando certa liberdade de acção, de emprego e até de religião. Porém, eram obrigados a servir o seu exército e pagar tributos, com isso, ele formou um grande exército e conseguia mantê-los.

     Após a morte de Ciro em batalha, Cambises II, que era seu filho, assumiu a posição de imperador. Ele decidiu dar continuidade à política de expanção criada por seu pai e chegou a derrotar o império Hitita e o Reino do Egipto, porém era considerado explosivo, e é possivel que tenha cometido o suícidio.

     Seu sussessor, Dário I, governou o império durante o seu auge, depois dele, nenhum governante foi considerado capaz de manter o reino no mesmo nível. No desejo de expanção, ele chegou a invadir a Cítia, terra dos citas, a tribo nómade que havia invadido a Média e assassinado Ciro. Além de expandir consideravelmente o território do seu império, Dário organizou um novo sistema monetário unificado, instituiu projetos de construçao e fez do aramáico idioma oficial do seu reino.

     Xerxes I, filho de Dário, veio em seguida. Esse imperador deu continuidade às batalhas de seu pai e tentou continuar a expansão persa pela Europa, que não durou muito, já que conquistaram  apenas algumas colónias gregas.

     Artaxerxes I, foi o sussessor de Xerxes I, porém o seu governo não obteve tantas conquistas, apenas se acredita que foi durante o seu reinado que o calendário solar foi introduzido como calendário nacional.

     Xerxes II permaneceu governando apenas por algumas semanas, porque foi assassinado. E Dário II, capturando o assassino, ficou em seu lugar, porém sem grande destaque. Artaxerxes II Mémnon foi rei por 62 anos, com um governo marcado por rebeliões em várias provincias do Império Persa "devidamente controladas e abafadas",  e inúmeros monumentos foram construídos.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A MORTE DE CAMISES


     O fracasso teve profundo efeito sobre Cambises. Inicialmente, a exemplo de Ciro, ele tinha-se esforçado até certo ponto para apaziguar os sentimentos no Egipto, adotando a indumentária e os costumes e a religião dos faraós. Mas agora espalhavam as histórias de um comportamento instável a beira do maníaco. Divulgou-se até que num ataque de mau génio ele matou Apis, o boi sagrado egípcio, redicularizou e queimou as estátuas dos deuses egípcios, violou antigas sepulturas e profanou as múmias. Correram boatos e acções funestas no seu próprio acampamento. Supunha-se até que ele assassinara a sua esposa Roxana com um pontapé no ventre, e que tinha ordenado o assassinato de Creso sob algum pretexto, dera a contra ordem e descarregara o seu mau humor nos assasinos frustrados.

     Dario, que no Egipto fora intimo de Cambises, tentou desfazer depois os mexericos sinistros das terras do Nilo. A verdade, asseverou, é que se espalhou por todo o país, não só na Persia e na Média, mas em outras provincias, isso foi defacto improdente em relação ao cinismo escandaloso que cercava as vídas privadas dos poderosos, naão porque o seu comportamento fosse exemplar, longe disso, mas porque eles comandam os recursos necessários para manter os seus escândalos  em segredo.

     Ainda assim, parece indubitável que o imperador estivesse deprimido quando, a caminho de casa, deixou o Egipto na primavera de 521 antes de Cristo. Além dos seus desastres africanos, estavam chegando noticias de uma rebelião na Pérsia. Estabelecida a governabilidade da sua soberania no Nilo, ele seguiu o itenerário circular para casa através de Gaza e Damasco, levando consigo Dario. Em algum lugar da Síria, talvez em Damasco ou Hamada, Cambises, filho de Ciro, deixou a história. Dario recorda o momento numa frase enigmática; Ele morreua com a sua própria morte. Isso foi interpretado como um veredicto de suicídio, teoria pláusivel em face dos contínuos contratempos. Entretanto, também poderia significar que o rei morresse de uma ferida acidentalmente inflingida a si mesmo, o que coincide com a tradição grega. Heródoto achava que ele se assassinou montado no seu cavalo. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A TENTAÇÃO DE CONQUISTAR ÁFRICA


     A conquista é um hábito que vicia. Tendo contraído o hábito com seu pai, Cambises agora estava movido a satisfazer um desejo cada vez maior. Dos pináculos de Mênfis o convite parecia estender-se a seus pés: tendo ocupado a terra dos faraós, ele agora conquistaria a África inteira.

     A sua noção de África, no entanto era um pouco imprecisa. Para o sul, a África dos tempos antigos terminava na Etiópia. Aqui os deuses matinham as suas tertúlias noturnas, ou pelo menos assim pensava Homero, cuja ideia era de que o sol pernoitava ali.  Os etíopes, ou o povo de cara escura, gozavam da fana de soldados talentosos, organizados e bons, pois no século VIII haviam realmente dominado o Egipto.

     Da maneira como Cambises compreendeu a rota, alcançar a Etiópia desde o Egipto significava atravessar a Núbia, uma terra nua,  e de antiga cultura, cujos habitantes negros, milhares de anos antes do surgimento da Pérsia, tinham estado manufaturando peças de cerâmica com decorações caracteristicas e lanças engenhosamente farpadas. 

     A oeste do estuário do rio Nilo, os persas estavam conscientes da existência de Cartago, na região da moderna cidade de Túnis, cidade marítima frequentada por grgos, fenícios e outros. Em torno do litoral do império, Cartago era como um porto mercantil, altamente considerada. Entre o Egipto e Cartago situava-se o deserto da Líbia.

     Cambises, agora um tanto enfastiado em relação a desertos, acreditava no entanto, e ele próprio não tentou fazê-lo pessoalmente. Em vez disso, o imperador reservava-se para o embate com a Etiópia, enviando para a Líbia um contingente separado do seu exército estacionado no Egipto.

     O exército jamais chegou a Cartago, nem tampouco retornou. Segundo a tradição egípicia, a expedição simplesmente desapareceu no deserto, o que não é dificil  de conceber, já que a oeste do delta existe uma área desértica suficientemente grande para fazer a faixa de Gaza parecer muito insignificante.

     A campanha no sul foi igualmente ociosa. Cambises avançando para a Etiópia por via terrestre e fluvial, não foi além da Núbia. Se pudermos acreditar no rei daquele país, os núbios destruíram a frota persa. As forças terrestres, prostradas pelas escaldantes regiões desérticas, mal conseguiam arrastar-se de volta ao Egipto. E assim foi a conquista de África.

domingo, 3 de janeiro de 2016

A CONQUISTA DO EGIPTO

CONTINUAÇÃO: ...

     Como expediente militar, buscar refúgio num baluarte só faz sentido quando se pode contar com reforços, ou quando o inimigo setá despreparado para prolongar o enfrentamento. Senão, é simplesmente levar ao xeque-mate. Psamético não tinha esperança de receber reforço e nem de que os persas, com os recursos da terra ao seu dispor, fossem debandar. Em Sardes, e contra as cidades jónicas, eles tinham demonstrado a sua aptidão para a guerra de assédio. Agora, embora Mênfis se abstinasse na resistência, eles apertaram o cerco e aguardaram. E o fim foi inevitável.

     A queda da cidade em 525 antes de Cristo foi a queda do Egipto. De certa forma, a conquista foi ainda mais dramática que a da Babilónia ou a da Libia, porque a magnificiência da história egípcia ultrapassava os sonhos de qualquer persa, e o esplendor dos seus simbolos devem ter enchido de assombro a poderosa euforia dos toscos guerreiros de Cambises. Ter conquistado o Egipto era ter dominado o último dos grandes reinos independentes do mundo antigo.

sábado, 2 de janeiro de 2016

A CONQUISTA DO EGIPTO

 CONTINUAÇÃO: ...

     Ainda havia, entretanto , um aliado digno de confiança e este era indiferente á volubilidade humana: entre Gaza e o Egipto estende-se o deserto, um trecho relativamente curto, em termos de deserto, porém implacável - um deserto cujas areias tórridas e indistintas tempestades de areia ofuscantes e uma total aridez condenaram à morte muitos viajantes anteriores. Para Cambises e o seu exército significava uma torturante viagem de uns dez dias, expostos ao sol  e ao vento ressecantes, com a perspectiva de enfrentar uma  nova e apaixonada resistência ao final do percurso.

     A sorte estava a favor dos persas. No  último minuto, um oficial mercenário ao serviço de Amásis desertou,  trazendo para o acampamento invasor um grupo de nómades do deserto, com cuja  assistência  foi montado um esquema de comboios  de camelos, em revezamento para transportar água até onde  Cambises estivesse, enquanto suas tropas iam avançando. Como  se isso não bastasse para desanimar os egípcios , na vespera do ataque persa Amásis adoeceu e morreu subitamente, deixando nas mãos de um filhoinesperiente a nação apavorada.

     O novo rei, Psamético, começou a defesa com o movimento correto, desafiando os persas enquanto estes emergiam do deserto em Pelesium, a leste da apoiadora região do delta. Os dois lados lutaram desesperadamente. O resultado  era decisivo. Os egípcios lutaram por seus lares e pela sua soberania; os invasores lutaram  conscientes de uma retirada para o deserto que acabavam de cruzar poderia ser desastrosa, oitenta anos depois, segundo  Heródoto, o campo de batalha ainda estava juncado de crânios e ossos alvejados. Entretanto, os egípcios  não conseguiram suster os agressivos arianos, e ao final do dia um trepidante Psamético fez a sua segunda manobra, que se provou fatal. Em vez de bater em retirada para os defensáveis cursos d'água do estuário , onde poderia ter reagrupado o exército e conseguido espaço para manobrar, ele recuou para Mênfis e trancou-se na cidade.
CONTINUA: ... 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A CONQUISTA DO EGIPTO

CAMBISES:

     Devidamente atendidos todos os assuntos  domésticos, ele estava pronto a resolver questões de natureza superior. De Ciro, o novo rei havia herdado um caso importante em matéria de negócios  pendentes. Ao contrário dos grandes principes de Nínive, o conquistador persa não tinha vivido o suficiente para reivindicar a vassalagem do Egipto, onde um velho monarca chamado  Amásis ocupava agora o trono de Ménfis.

     Cambises preparou-se para resolver o assunto. Lançando  mão dos povos navegadores do seu Império, os gregos de Jónia e os feníncios do Levante, ele organizou uma esquadra para navegar até ao estuário do Nilo. Então, convocando o exército veterano treinado por Ciro, marchou para Gaza, a derradeira cidade importante antes da inóspita faixa de deserto que separa a Palestina do subcontinente africano.

     A comitiva a ele atribuida era versátil. Entre as comodidades esta a sua jovem esposa Rexana. Entre os conselheiros estava o idoso rei deposto Creso, agora aparentemente um sábio no acampamento persa. Entre os substitutos mais importantes estava um certo Dário, comandante ardiloso e descendente  de uma família de sangue real.

     A situação dos egípcios não era nada invejável. Havia menos de um século que o exército do Nilo fora suplantado por Nabucodonosor. Desde então, o poderio do Egipto não progredira, enquanto a Pérsia tinha crescido como um gigante faminto. Amásis gozava do prestígio de estadista  e estrategista no âmbito nacional, mas era um homem idoso e os acontecimentos no exterior tinham-se voltado contra ele, que primeiro vira Creso e em seguida Nabonido serem  subjugados. Ele tinha investido numa amizade com os  gregos por intermédio de Delibs, contribuindo generosamente para a reconstrução do templo, mas aos governos da Grécia Continental não os galvanizavam problemas a oitocentos quilometros de distância, do  outro lado do mar, e os gregos  da Ásia estavam  subjugados pelos persas. Ele tinha  cultivado  uma relação particularmente intima com Samos, ilha grega das costas Jónia. Quando os sâmios, convencidos da invencibilidade dos persas, não só declinaram de prestar ajuda a Amásis, como ainda colocaram barcos à disposição de Cambises, o futuro pareceu realmente incerto para o Egipto.

CONTINUA: ...